Brendan Ryan, presidente mundial do grupo FCB, em apresentação no seminário Base Zero do Maximídia, fez coro com o que disse Bob Greenberg da RG/A no último festival de Cannes: a internet está mudando o panorama e a face dos grupos de comunicação. Ryan diz que não serão os mais fortes que irão sobreviver às mudanças do mercado de comunicação causadas pela digitalização e a internet. Serão os mais adaptados.
Interessante. Interessantíssimo ver, agora no discurso das grandes corporações de comunicação, o mesmo discurso que os evangelistas de internet apregoam há tantos anos. Sinal de que o negócio está finalmente se tornando representativo e ameaçador em termos financeiros.
Estamos afinal chegando na era da Nova Propaganda.
Os inscritos no Intercon 2005, vão me ouvir falar mais sobre isso no sábado. Quem não se inscreveu ainda vai precisar esperar uma segunda oportunidade. As 650 vagas estão esgotadas há quase 1 mês!
Notícia do Estadão, só para assinantes.
Internet muda a face dos grupos de comunicação
Empresas têm de se adaptar às inovações tecnológicas para sobreviver, diz Brendan Ryan, da agência FCBCarlos Franco
A internet não pode mais ser ignorada como meio de comunicação de massa, nem a sua importância na globalização da informação e dos relacionamentos entre pessoas de diferentes países deve ser deixada de lado. A afirmação é do presidente mundial do grupo de comunicação FCB, o americano Brendan Ryan, uma das principais estrelas do seminário “Base Zero - Reinventando a Comunicação e o Marketing”, no MaxiMídia 2005, promovido pelo Grupo Meio & Mensagem, que termina hoje no Grand Hotel Meliá.
Parafraseando Charles Darwin e usando expressões em português para descontrair sua apresentação, Ryan disse que não são os mais fortes que vão sobreviver às inovações tecnológicas da área de comunicação, mas os que mais rapidamente se adaptarem às mudanças. “As empresas nascidas da internet vão se tornar adversárias de companhias de vários segmentos. A penetração da internet nas famílias americanas chegou a 80% em cerca de 5 anos. A TV levou mais de 15 anos para conseguir o mesmo. E se, em 2000, 32 bilhões de e-mails foram trocados nos Estados Unidos, esse número chegará a 87,3 bilhões no próximo ano.”
Ryan foi mais longe e exemplificou: “Google, Yahoo! e eBay são empresas que expandiram seus serviços e podem se tornar os maiores rivais de redes varejistas, de instituições financeiras e de empresas de telecomunicações. E isso seria impensável até há pouco tempo.” Para Ryan, não é possível descartar o meio, mas se adaptar a ele para oferecer conteúdo e manter contato com os consumidores e leitores por este canal, adaptando o conteúdo. É o que busca hoje o The New York Times, um dos mais tradicionais veículos de comunicação impressa dos EUA. Um meio de comunicação, porém, não irá matar o outro, mas serão complementares, ou sinérgicos.
Do lado da propaganda, Ryan destruiu o que chamou de 18 mitos, entre os quais o de que a propaganda é cara; a criatividade e os resultados não andam juntos; aquilo que você diz é mais importante do que como você diz; a propaganda global não funciona; a TV está morrendo; a comunicação online é nicho de mercado (”Só se o mundo inteiro for um nicho”); e que as agências de publicidade são iguais, ganham demais e deveriam ser pagas por trabalho executado (”Não somos cortadores de grama pagos por hora, mas paisagistas”).
Ele também chamou a atenção para os resultados rápidos que as empresas exigem hoje: de anuais, passaram a quase diários, seguindo o ritmo de troca de presidentes de empresas. “Nos últimos 5 anos, pelo menos 5 mil presidentes de empresas deixaram seus cargos. É uma média de apenas 22 meses de comando.” E, nesse cenário, a cobrança por resultados aumenta, disse o homem que já comandou o marketing do Citibank.
REPUTAÇÃO
Outra estrela do MaxiMídia, o holandês Cees Van Riel, presidente mundial do Reputation Institute, alertou para a importância da reputação para as empresas, especialmente num mundo globalizado, onde percepções de valores influenciam os atos de consumo. Para Riel, associado no Brasil à Troiano Consultoria de Marcas, o respeito ao meio ambiente, a funcionários e aos cidadãos são importante instrumento de distinção de uma marca em detrimento de outras, especialmente porque os produtos são muito similares.
Segundo Riel, o Reputation Institute fará um estudo sobre marcas brasileiras, com parâmetros de comparação similares aos de outros países. E adiantou que, numa rápida leitura, a Natura, fabricante de cosméticos, é uma das marcas locais que preenchem as regras de reputação internacional.





0 comments ↓
Sem comentários até o momento... seja o primeiro preenchendo o formulário abaixo.
Deixe seu comentário