Sou só eu, ou essa história de Second Life já está cansando um pouco?
Second Thoughts
December 13th, 2006 | tags: secondlife
NotÃcias e comentários sobre o mundo da publicidade online e o mercado de internet.
December 13th, 2006 | tags: secondlife
Sou só eu, ou essa história de Second Life já está cansando um pouco?
25 comentários ↓
Cansou o cnceito como um todo, ou cansou a falta de imaginação do pessoal ao usar uma ferramenta dessas só pra marcar presença e ser “o primeiro brasileiro a montar uma construção sem ninguém dentro pra expor a marca”?
Acredito muito no potencial do SL, mas como toda boa ferramenta, deitada no chão ou nas mãos de
Michel…
Comentamos isso aqui ontem!
Transmissão de pensamento…
E tem mais que pensei tb.
as vezes canso de tanta transição, revolução, evolução….tudo muito ÃO…
Cadê o INHO? ele é importante tb. O detalhe das coisas. A gente não consegue focar em nada, terminar nada.
Será que estou ficando doido de pensar assim?
abs!
Alexandre
Mal o “fenômeno” começou e já está chato. É só o que ouço falar, inclusive na agência. Modismos ou tendências são e devem ser valorizados quando realmente são praticados, com eficiência e retorno palpável. Só tenho percebido o falar por falar, o “vejam como estou atento”, “olha o que esses caras estão fazendo”. Agora, será que isto que “os caras estão fazendo” é de valor mesmo? Abraço!
Felipe Hartmann
Quando ações como essa são feitas sem bases construÃdas ao longo do tempo e sem propósito, enchem o saco mesmo.
Penso que “a modinha” de estar no Second Life serve, no máximo, para gerar um buzz e algumas matérias em veÃculos especializados.
Acho que o mercado precisa parar de se deslumbrar um pouco com ações inertes como essa, e se preocupar em como buscar a classe C que está comprando computadores nas Casas Bahia e assinando o Speedy Light por R$29,90.
Abraços,
Gustavo - Webcompany Campinas
Michel,
eu não và graça desde o começo, ontem mesmo falei sobre isso no meu blog. todo mundo quer chegar primeiro inaugurando qualquer coisa (para depois dizer que foi o primeiro) para marcar território… mas tenho a impressão que vão morrer na praia.
Isso não vai levar a lugar nenhum, daqui a pouco passa, se já não tiver passado…
abs
Mundo virtual oferece necessidades que nunca tivemos. Só quem deixa se vender cai nessa. E empresas como IBM e VW (a 1ª já com espaço e a 2ª, que inaugura amanhã) usam e abusam
A questão não é o entretenimento. É a banalização do que existe, por gente que é de plástico e vive no conceito de “compro, logo existo”.
E filminho no YouTube então…
O que tem muito hype acaba cansando rápido, da mesma forma que o Marcelo Sant’Iago falou sobre o Youtube.
No caso do Second Life especificamente, é um pouco pior por ser um serviço que atinge uma base de usuários limitada. Quem não usa cansa mais rápido ainda.
De qualquer forma, os conceitos de mundos virtuais e massive online games estão pra ficar, vide World of Warcraft, Ragnarok e similares asiáticos.
Isso é um reflexo do frenesi em torno do Second Life que a imprensa e o mercado publicitário criaram.
Ontem li um artigo muito bom sobre o Second Life ser um grande fenômeno de um acesso só. Quase 2 milhões de pessoas já se cadastraram, mais de meio milhão acessaram nos últimos 60 dias. Mas, quantos desses usuários realmente retornam para o Second Life e, mas ainda, quantos retornam com frequência o suficiente para serem chamados de “residentes”?
Longo, mas vale a leitura: http://www.valleywag.com/tech/second-life/a-story-too-good-to-check-221252.php
Eu sou um deles, Luiz Felipe.
Instalei e acessei. Afinal, é obrigação conhecer frenesis de mercado. Mas quando senti o perigo em começar a escorrer baba pelo canto da boca, lembrei que tenho coisas importantes a fazer.
torrou a paciência faz tempo! é coisa pra desocupados…
O que cansa de fato é o oportunismo e a leviandade com que é visto o SL por algumas marcas, que se preocupam desesperadamente em “não perder o bonde”, sem sequer notar que o bonde está ali, parado, veio para ficar e não vai fugir. Pena pois isso anuvia e confunde nós, público entediado. E marcas que pretendem aprofundar uma visão analÃtica sobre o game como plataforma de comunicação e negócios acabam entrando nesse bolo, e viram “farinha do mesmo saco”, correndo o risco de cair em descrédito. Pena. Vamos respirar fundo e peneirar melhor (no meio do pedregulho há ouro sim) pois esta explosão de Second Life está apenas começando.
Até que demorou para aparecer alguma leitura crÃtica sobre o Second Life. Achei que na matéria da Veja isso já ia aparecer. Não veio, mas virá. Eu acho normal. Toda inovação passa pelo estágio do hype total para a crÃtica absoluta. Depois, cai na realidade. Mas o buzz inicial é muito importante.
Para mim, a realidade do Second Life no Brasil é a de um milhão de usuários registrados no final de 2007. É pouco comparado com os quase 40 milhões de usuários da internet que devemos ter até lá. Mas não é pouco considerando as dificuldades técnicas e conceituais de um produto como esse. As pessoas tendem a minimizar esse fato, mas a realidade é que é necessário um grande investimento para participar de verdade do SL.
Primeiro, você precisa ter um computador potente. A sua banda larga precisa ser realmente larga. Além disso, você precisa investir um tempo considerável. Não vai ser um novo Orkut.
Mas conceitualmente,a idéia de uma plataforma 3D aberta é muito importante. Mesmo que daqui a algum tempo o Second Life não exista mais, o conceito vai prosperar. Simplesmente porque é uma plataforma aberta. Ao contrário de outros mundos virtuais como World of Warcraft e Ragnarok, que não podem ser modificados diretamente pelos usuários, o SL pode ser moldado pelas proprias pessoas. Isso significa que o que há lá dentro estará em constante evolução.
Em relação ao que tem sido feito lá dentro, é preciso ir um pouco além dos press releases. Sim, a loja da Adidas vive vazia, assim como quase todas as outras construções feitas por empresas. Mas outros ambientes, criados por usuários que estão lá há anos, estão sempre lotados. Acho que as empresas estão aprendendo aos poucos como entrar nesse mundo virtual e fazer coisas que sejam relevantes à comunidade.
Como no começo da web, todo mundo correu para lançar seu site. Alguns demoraram menos para saber o que fazer com ele. Outros, mais. Outros ainda até agora não aprenderam.
Vou descordar um pouco da maioria aqui. Acho que o Second Life está se transformando sim em uma plataforma muito forte de negócios.
Faz parte da evolução, quem trabalha com mÃdia interativa tem que se reciclar a todo momento e sair do dia-a-dia padrão.
Antigamente flash só fazia animações, hoje faz aplicativos. 3D e vÃdeo eram impossÃveis perto dos GIFs animados…
Discordo da maioria e concordo em partes com o Caique e o Paulo Fontenete… nem com a web sabemos o q fazer direito, imagine com o 2ºL… isso não quer dizer que não prestam, lógico… temos 2 mi hoje mas com potencial para ser 100 x maior… se só 500 mil dos 2 mi estiveram lá nos últimos 60 d estaremos dizendo logo + q “só” 50 milhões estiveram lá neste perÃodo… lógico… as empresas até agora tiveram atuação pÃfia pq não conseguem transmitir experiência, q é o grande lance desse negócio… lotado estão apenas os lugares em q se criaram motivos interessantes para se estarem lá… a própria web ainda sofre muito com isso… falta criatividade… estaremos lá fazendo coisas que não farÃamos aqui, certo? e não comprando tênis adidas…. para muitas empresas será disparada a melhor relação custo-benefÃcio para invest. em mkt de experiência… sem dúvida… e qto a performance do ambiente melhorará muito (já melhorou muito do começo até agora)… e pro brasileiro que q gosta de comunidade então cai como uma luva… quem tiver uma boa idéia me apresente que eu fico sócio, ok?… pq nós somos responsaveis em criar coisas interessantes pra se fazer lá e não a Linden… assim como nós temos que criar websites interessantes e não o Exército dos EUA.
Os comentários estão me lembrando as memoráveis frases de grandes CEOs e grandes especialistas a respeito da Internet na década de 80.
Ou então, lembrando de coisas mais recentes, jornalistas “tradicionais” que criticavam os blogs, alegando total falta de credibilidade e conteúdo.
Já somos os velhos rabugentos da internet?
como eu mandei pro bluebus… second life é uma grande idéia. para quem a teve.
=^D
O Second Life é o inÃcio de algo grande e duradouro, mas ainda não é “A” GRANDE COISA. A interface é complicada, o visual é tosco, o requerimento de banda é absurdo e as possibilidades ainda são limitadas. Juro que tentei me interessar, mas não rolou. Para quem está acostumada com outros mundos virtuais mais amigáveis (embora menos customizáveis), como um WoW ou até o Ragnarok, o Second Life é totalmente sem graça.
Fora que vejo problemas legais no futuro… afinal, eles estão praticamente emitindo uma nova moeda, com cotação própria e tudo mais. Isso não é simples, e é só questão de tempo para começar a chuva de processos.
A discussão esquentou bem! Acho que é o post mais comentado do blog, não, Michel?
Achei um texto do (ou seria da?) Ilya Vedrashko sobre exatamente este assunto. A conclusão é que lá fora o SL já passou da fase do buzz e ainda não entrou do momento de gerar dinheiro. Mesmo assim, vale a pena experimentar para aprender como as pessoas se comportam nesse mundo virtual 3D. Só não concordo com a idéia de que o SL é um ensaio da Web 3D. Nessa eu não caio mais.
Caro Michel,
Lembro de Mcluhan neste momento.
Por aquilo de que toda tecnologia é uma extensão de nos mesmo e que nessa extensão vamo nos amputando…
O Second Life e uma extensão fabulosa não temos como saber onde nos levará assim como não sabia-mos para onde nos levaria a World Wide Web nos 90s e também não sabemos agora.
As taxas de crescimento do 36% mensal do Second Life lembram a explosão da Web depois do Mosaic.
Quando uma coisa que funciona em Rede alcança essa curva de crescimento muda as coisas para frente.
Second Life já mudou nossa “realidade”.
Como diz Charly Garcia “Mientras miro la nuevas olas yo ya soy parte del mar…”
Abraço,
Pablo
Não sei se a história cansou, acho que ainda tem muito a ser explorado por lá. Mas que a segunda vida ainda é um tédio, isso é, pelo menos pra mim. Concordo com o primeiro parágrafo inteiro da opinião da Alessandra Picoli. Só em relação aos problemas legais, acho também que terão muitos, mas os próprios problemas legais podem ser um novo campo a ser explorado por lá… Pensando bem, acho que o meu “bonequinho” do Second Life vai virar advogado agora… quem sabe assim eu ache o que fazer lá. Hehehe…
Ei, Lent, isso é neoludismo? Coisa feia tacar pedra no Second Life… ;o)
bem vindos ao mundo dos mmorpg: você mal entra nele, e já está de saco cheio.
vocês adultos… ai, ai…
Michel,
Em tempos de long tail e bubble 2.0, não tem hype que sobreviva ao seu e ao meu cansaço.
Começo, inclusive, a desconfiar que será arrastando nosso tédio de uma bolha, ou melhor de uma “novidade” pra outra que vamos viver.
Sai Orkut, entra Second Life, sai SL, entra WoW, sai todo mundo, entra MySpace, sai MySpace, entra metaverse.
Semana passada ou retrasada, o Estadão publicou um estudo que afirma que entre 18 e 54 anos, neguinho já assiste mais a media digital do que as análogas. Duas horas mais, na média.
Fica ele lá, pulando da web pro e-mail, pro podcast, videocast, webcast.
E nós correndo atrás.
O Nielsen garante que nos últimos 4 anos, o tempo médio diante da telinha caiu 1 hora. Das 7.4 que mamãe gastava por semana, agora são só 6.3.
Nielsen knows better.
Se estão em blogs, mandando sms, no second life ou em sites de sacanagem, não tenho nenhuma pesquisa. No Second Life são quase 2 milhões. 90 mil no Brasil. Não é um número grande e suspeito que esteja inflado.
O treco é chato, lento e tem resolução duvidosa.
Dizem os meninos que WoW rocks.
Mas não dá pra por a Lever lá dentro, convenhamos. RPG não precisa de OMO.
Por isso SL é melhorzinho.
Não é uma revolução, mas gera buzz.
Daqui uma semana acaba.
Ou um ano. Whatever.
A concessionária Volkswagen que a gente montou, por um custinho assim ó, em 4 dias foi para a Folha, para O Globo, para o Jornal da Record. Sem falar nos blogs e sites de notÃcia publicitária.
Que paradoxo, afinal: sujeito foge do jornal e vai pra net, a gente vai pra net pra virar notÃcia de jornal.
Just my two cents.
bjs
Neto
Como um grande amigo meu e empresário da sucesso na Internet diz: “Na Internet, nada se cria, tudo se copia” (por coincidência, ele mesmo ganha dinheiro através de 2 grandes idéias que seus criadores não souberam aproveitar e transformá-las da forma correta em um modelo de negócio).
No caso do Second Life, não foi diferente, um conceito já explorado anteriormente (em uma época que a Internet tinha muito menos usuários) através do AW e outros semelhantes… Problema é que as pessoas estão reagindo da mesma forma. Após passada o modismo da adesão sem uma razão definida , chegou a fase do questionamento. Second Life? Legal? Mesmo?
Muito mais difÃcil que você criar um novo meio ou plataforma é criar um hábito e uma real necessidade para os usuários. Hoje em dia conheço várias pessoas que tem vários costumes e atitudes sistemáticas (como se isso realmente fosse uma necessidade) em relação ao Orkut. Outro fator de destaque no crescimento do SL foi a sua desaceleração que já é notável…
Abraços.
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