Apesar do título um tanto ácido, vale muito a pena ler o artigo do Caio Túlio Costa escrito para o Meio&Mensagem dessa semana.
“Participei de dois eventos recentes empenhados em entender melhor a complexidade da nova mídia, o Proxxima e a Primeira Conferência Web 2.0. Fiquei impressionado com a facilidade com que se discorre sobre as mais recentes novidades e, paradoxalmente, com a profunda dificuldade de entender por que a internet não tem o seu lugar ao sol na propaganda brasileira.
Por mais otimista que seja a leitura dos resultados do Inter-Meios, eles gritam o quanto a web é pequena na divisão das receitas totais da publicidade. Uma mídia com muito mais audiência nacional do que revista, jornal e TV paga consegue a façanha de ter menor participação no bolo publicitário quando comparada a essas outras. Como ensina meu guru de negócios, o sucesso dispensa explicação e o fracasso é fácil de explicar. Então, vamos às explicações para descobrir as razões.
Para os profissionais medianamente reflexivos, a rede de computadores fatura pouco em publicidade porque os profissionais de mídia das agências de publicidade são conservadores, tradicionalistas. Programam só a “mídia da mãe” (Globo + Abril + grande jornal) porque é simples de comprar e o resultado seria garantido.
Os mais pragmáticos consideram a nova mídia exatamente isso, nova, apesar de carregar uma bela década de vida. Por isso mesmo o mercado não a entende. O veículo televisão está aí desde os anos 50, o GRP é uma métrica mastigada e deglutida, as métricas de jornais e de revistas são mais simples. E as métricas da internet são muitas e confusas: hit, page view, unique visitor, time per session, time per user, reach, click-trough, streaming, upload, download… (…)”
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(Via Bartira Pontes).





4 comentários ↓
Muito legal o ponto de vista do Caio, achei bem coerente essa co-relação e comparação com os outros meios. Porém quanto a palavra “incompetentes da internet” não vejo como a mais indicada, pois a fatia de participação de mídia da internet ter um percentual baixo relacionado a mídia “tradicional” não é culpa dos profissionais, e sim de uma série de fatores, como sociais, culturais e econômicos. E tudo é uma questão de cultura, tem pessoas com mais de 50 anos que não querem e não demonstram muito interesse por internet, como tem jovens de hoje que mal assistem tv ou gostam de revistas, então a coisa vai muito mais além. Mais com a convergência dos meios que já está acontecendo no presente, mais um pouco na frente, teremos muito mais mídia acontecendo, e muito mais resultados e consequentemente mais participarção de mídia na verba dos clientes.
Esse é o meu presidente! Mestre Caio Tulio!
Hum - Belo artigo. Grande abraço ao Mestre Isaac e ao Mestre Lent… que colaboram diariamente com grande parcela dessa midia…
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