Podcrer #9

PodCrer: a semana pra ouvir em meia hora

Neste programa, o Podcrer entrevista os diretor de novos negócios da MídiaClick, e dinossauro da internet, Marcelo Sant’Iago. Temas abordados: “12 anos de internet comercial no Brasil, onde você estava em 1995?”; “Ibope finalmente consolida audiência da internet brasileira, dando os números totais e não somente o acesso residencial”; “A compra da DoubleClick pelo Google: em que isso afeta a publicidade online?”.

Música deste programa: “There’s Gonna Be Some Rockin’” do AC/DC, gravação de 1976 do álbum “Dirty Deeds Done Dirt Cheap”.

Links desta edição:
- Entrevista com Adriano Macedo sobre os 12 anos da internet comercial no Brasil;
- Número de usuários da internet Brasileira em março;
- Google compra a DoubleClick;
- Lançamento do site do Ronaldinho no Jornal Nacional em 1997.

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11 comentários ↓

#1 filipe on 04.24.07 at 2:27 am

Viu Michel,

Esse skype é uma maravilha, mas se você colocar mais de 3 pessoas em conferência, ferrou, fica um horror. Não tem jeito, já tentei de tudo.

#2 Bia on 04.24.07 at 11:54 am

olha! já era mto bom, agora com essa trilha sonora… :))

#3 Sant'Iago on 04.24.07 at 12:12 pm

Só eu que sou dinossauro? Poderíamos ter chamado essa edição de Parque dos Dinossauros, isso sim.
:-)

#4 Rogério Pereira on 04.24.07 at 2:15 pm

Gostaria muito de ver o vídeo sobre a reportagem que saiu no Jornal Nacional do site do Ronaldinho.
Sempre conto essa história para as pessoas e daria um bom post no meu blog.

#5 Daniel Filho on 04.24.07 at 4:41 pm

Eu já dei a dica na comunidade do orkut, mas vou passar aqui também.

O ideal é que cada membro grave sua voz, enquanto conversa, depois do bate-papo, cada um manda seu arquivo pra pessoa que vai editar o podcast e faz uma trilha cada um, dessa forma fica com qualidade de gravação local e não corta =)

#6 Rodrigo Prior on 04.25.07 at 12:42 pm

Mais uma vez muito legal Michel! Senti apenas a falta de algumas provocações a assuntos mais polêmicos no que diz respeito às mudanças do meio no futuro (o famoso “pra onde vamos”, rs).

Mais uma vez, parabéns!
Rodrigo.

#7 .mundesign on 04.25.07 at 4:30 pm

links from Technoratique trabalhamos em diversos tipos de empresas que atendem o mercado brasileiro, porque insistimos em fazer coisas que literalmente não condizem com a nossa realidade? Você já parou para pensar que dos nossos milhões de usuários de web (acima de 30 milhões), 94% ainda usam linha discada? Porque insistimos em fazer coisas que levam minutos para serem baixadas? No caso dos e-mails corporativos, será que precisamos de tanta imagem? Não podemos ser mais

#8 Neto on 04.26.07 at 12:31 am

Queridos Michel e Vicente,

Ninguém perguntou, mas considerando o trabalho de arqueologia desta edição do Podcrer, peço passagem para deixar meu registro paleontológico.
O ano é 1991 e a agência é a mesma Thompson, hoje JWT, que o Marcelo Sant’Iago se referiu.
Com o mesmo Jurandir de grata lembrança.
Mas, diferente do Marcelo, naquele tempo não era só domínio que a agência não tinha.
No começo dos 90, não tinham nem computadores, perguntem ao Comodoro!
E quero ver quem acerta quem foi escolhido para coordenar a aquisição das máquinas da Burti?
Euzinho aqui.
Afinal, era eu o único que falava hexadecimal na criação.
Ou era o que eles pensavam, já que eu sempre andava com meus disquetões pretos com a última versão do Excel e do Flight Simulator.
Toca eu a assistir apresentações de Scitex.
Equipamento escolhido, diretores de arte análogos devidamente convertidos ao pânico, o diretor financeiro da agência - que resguardo o nome - me chama em sua ampla sala do primeiro andar:
“Netão…você sabe que esse negócio de computador não é barato, né?”
“Claro que sei senhor X”
“Então…e cada um tem que ter o seu? Ou dá pra dois ou três usarem o mesmo?”
“Não dá senhor X…é como se fosse escova de dente do sujeito…”
“Entendo.” - sem entender.
“Mas e essas impressoras…você viu quanto custa?”
E me mostra um pedaço de papel com tantos zeros que mais parecia um colar de pérolas.
“Caro, hem?” - não consegui contar os zeros
“Muito! Muito caro!”
Pausa reflexiva.
“Então Netão…comprando essas impressoras, eu entendo que vamos fazer tudo aqui dentro, não é?”
Por um segundo, achei que ele se referia aos layouts.
Mas o brilho nos olhos de um diretor financeiro de agência multinacional não esconde segredos.
Foi quando entendi o que passava por sua cabecinha gananciosa.
Mas não me rendi facilmente:
“Depende do que o senhor chama de ‘tudo’” - não ia perder a chance de ouvi-lo dizer o que eu já havia entendido.
“Tudo, ora! Os outdoors…as provas…hmmm….revistas também?!”
Em sua ganância, o senhor X imaginava que os computadores seriam responsáveis pela derrocada das gráficas, aí meu deus!
O tempo passou, e lá por 1993 eu estava na Bullet.
Nas horas vagas, eu era co-op de uma BBS, a Comet, e passava as madrugadas conectado no meu modem 2.400.
Foi com esse know-how que a Bullet criou sua própria internet.
Numa promoção absolutamente pioneira, anotem aí no livro de história, conectamos 2 anos antes da internet comercial brasileira, 250 revendas Compaq.
Uma corrida de vendas onde cada vendedor ganhava pontos on-line - ou on-phone, na época.
Foi tão complicado, que no pátio da casa da Bullet, instalamos dois containers com uma equipe de técnicos em modem 24/7.
Operação de guerra.
Tempo passou, lá por 1994, compro uma revista inglesa com um disquete na capa e a promessa de “30 minutes of free internet!”
Me tranquei em casa com a Luli, na época minha namorada.
Eu morava num duplex. Ela ficou no andar de baixo e eu subi para o mezanino.
Botei o relógio do lado do computador e prometi para mim mesmo: sete minutos, no máximo!
Fiz meu computador acostumado com ligações locais, discar para Londres.
Barulho de fax. Textinho correndo na tela.
Conectou!
Lembro de pular pelo mezanino, de um lado pra outro, aos gritos, enquanto Luli olhava lá de baixo para mim.
“Ficou louco?”
Tinha ficado.
A tela do netscape (não era netscape…como é que chamava mesmo…Mosaic?) recém-instalado se encheu com site da Eletronic Frontier Foundation.
Anota no livro aí. Fui um dos primeiros associados tupiniquins!
Pedi um adesivo e eles mandaram aqui pro índio, ó que orgulho.
Foram os onze minutos mais caros da minha vida.
Finzinho de 1994, montei o primeiro site da Bullet, em html, é claro.
Lá da Dialdata.
Foi o primeiro site de agência do Brasil.
Mas se alguém disser que não fomos, eu digo: tá, tá, tá…
Não quero polemizar.
Afinal, who cares?
O resto dessa história vocês conhecem melhor que eu.
Vocês é que escreveram.
Do meu lado fiquei assistindo e encaixando web em promoção quando podia.
Em 1996, nasceu a e-Bullet.
Em 2001, fechamos a e-Bullet porque a McCann achava que conflitava com a Thunder House.
Não conflitava.
Uma pena.
Ano passado quando fomos a primeira agência brasileira no second life, um “pessoal da internet” veio dizer que somos oportunistas.
Tá, tá, tá…
Hoje transmitimos nosso podcast pelo ustream.tv ao vivo.
Esse negócio, graças a vocês, não para nunca.
Ouvindo o Podcrer de hoje, não me senti um dinossauro.
Me senti pré-cambriano.
Um grande beijo, and keep up the great work.

Neto

#9 Como foi sua primeira experiência com a Web? | ViuIsso? on 04.26.07 at 7:44 am

[...] de publicado o podcast, outras histórias da velha guarda (como essa do Neto) foram aparecendo e achei que esse tema dava um bom post [...]

#10 fator W » Como comecei a trabalhar com internet, há 12 anos on 04.30.07 at 5:34 pm

[...] edição número nove do PodCrer, podcast gravado por Michel Lent Schwartzman e Vicente Tardin, abriu uma seção [...]

#11 edson on 10.06.07 at 12:03 pm

Esse foi o melhor só por causa da musica do AC/DC .

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