ViuIsso? Por Michel Lent

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Venda de PCs populares impulsiona internet discada

November 25, 2007 Tags: , 1,730 views

Está chegando ao fim os dias de internet elitista no Brasil. Com o crescimento das classes C e D podemos esperar muitas mudanças nos hábitos de utilização de internet do brasileiro e mesmo um retrocesso em determinados aspectos estatísticos quando analisada a população de usuários como um todo. Volta do crescimento da conexão discada e diminuição do tempo médio de permanência online, por exemplo.

Copy+Paste de matéria publicada no Estadão.

SÃO PAULO – Embora cresça em ritmo menor que a banda larga, a internet discada está longe de se tornar peça de museu no Brasil. O acesso à rede por linha telefônica continua em expansão, de acordo com provedoras desse tipo de conexão. Segundo o iG, que tem 4 milhões de internautas e é líder de mercado em acesso discado, o número de usuários vem aumentando desde 2006. De janeiro a outubro deste ano, só no Estado de São Paulo, o crescimento foi de 35%. Nas regiões Norte e Nordeste, o aumento foi de 39%.

Para o diretor de produtos e serviços do iG, André Molinari, a chegada de um novo público à internet – as classes C e D – é o principal motivo da expansão. “Com as taxas de juros e os preços dos computadores caindo, a população dessa faixa de renda está tendo a chance de entrar na rede.” Os preços dos computadores no varejo caíram até 15% nos últimos 12 meses, fazendo com que as vendas crescessem 23%, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica. “E a conexão discada acaba sendo a principal porta de entrada na internet”, diz Molinari.

No POP Internet, provedor gratuito do grupo de telefonia GVT, o número de usuários por conexão discada aumentou 20% desde 2005. “A internet discada continua crescendo, tanto nos grandes centros quanto no interior”, afirma o gerente de produtos da empresa, Yves Van Hemelryck. Segundo ele, isso é reflexo do aumento da inclusão digital no País, principalmente na baixa renda.

Além da entrada de novos internautas, o custo ainda pouco acessível da banda larga também explica o movimento. “Para quem usa 20, 30 minutos por dia, a internet discada é suficiente. Acaba ficando mais barata”, diz Hemelryck.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.