Está chegando ao fim os dias de internet elitista no Brasil. Com o crescimento das classes C e D podemos esperar muitas mudanças nos hábitos de utilização de internet do brasileiro e mesmo um retrocesso em determinados aspectos estatísticos quando analisada a população de usuários como um todo. Volta do crescimento da conexão discada e diminuição do tempo médio de permanência online, por exemplo.
Copy+Paste de matéria publicada no Estadão.
SÃO PAULO – Embora cresça em ritmo menor que a banda larga, a internet discada está longe de se tornar peça de museu no Brasil. O acesso à rede por linha telefônica continua em expansão, de acordo com provedoras desse tipo de conexão. Segundo o iG, que tem 4 milhões de internautas e é líder de mercado em acesso discado, o número de usuários vem aumentando desde 2006. De janeiro a outubro deste ano, só no Estado de São Paulo, o crescimento foi de 35%. Nas regiões Norte e Nordeste, o aumento foi de 39%.
Para o diretor de produtos e serviços do iG, André Molinari, a chegada de um novo público à internet – as classes C e D – é o principal motivo da expansão. “Com as taxas de juros e os preços dos computadores caindo, a população dessa faixa de renda está tendo a chance de entrar na rede.” Os preços dos computadores no varejo caíram até 15% nos últimos 12 meses, fazendo com que as vendas crescessem 23%, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica. “E a conexão discada acaba sendo a principal porta de entrada na internet”, diz Molinari.
No POP Internet, provedor gratuito do grupo de telefonia GVT, o número de usuários por conexão discada aumentou 20% desde 2005. “A internet discada continua crescendo, tanto nos grandes centros quanto no interior”, afirma o gerente de produtos da empresa, Yves Van Hemelryck. Segundo ele, isso é reflexo do aumento da inclusão digital no País, principalmente na baixa renda.
Além da entrada de novos internautas, o custo ainda pouco acessível da banda larga também explica o movimento. “Para quem usa 20, 30 minutos por dia, a internet discada é suficiente. Acaba ficando mais barata”, diz Hemelryck.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Ou seja, quem desenvolve sites e peças interativas tem que continuar atento à velocidade de carregamento em conexões lentas, para não deixar o trabalho inacessível para este público.
Precisamos de um ’sergio mota’ da banda larga urgente… apesar de ver com positividade a ampliação de áreas com acesso não se pode permitir que o crescimento de um ‘parâmetro’ gere entraves para outros… por que aqui nunca se faz a coisa planejada… buscando uma expansão plena?… detalhe… banda larga se for com qualidade… aqui… a cada telefonema atendido meu speedy literalmente ‘cai’… assim… não adianta.
Acho bom pelo ponto de vista da inclusão digital, mas ruim, por saber que banda larga para todos, ou como uma coisa corriqueira, só para os próximos 10 anos com sorte
[...] a constatação desse fato, acabei de ler no Viu Isso?. E aê? O que vocês acham internet vai começar a ser vista como mídia de massa? E a volta da [...]
Estou pasma!! Não quero que isso aconteça de jeito nenhum!! Pelamordedeus!!
=1
Quem trabalha com web e usa banda larga no cotidiano às vezes tem a impressão de que o serviço está se popularizando. Eu mesmo pensava isso, até dar uma olhada na reportagem.