Quando a blogosfera vira ruído e a tinta vira marrom (ou rápidas reflexões sobre o Campus Party)

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O debate sobre jornalismo “tradicional” e blogs pegou fogo

Então, conforme planejado, estive ontem lá no pavilhão da Bienal no Ibipirapuera para conhecer tardiamente a Campus Party. Agradecimentos ao Guilherme Tsubota e à Karina Rehavia através de quem pude ter acesso ao evento.

Dei um passeio por lá e depois sentei para assistir a um debate que acabou virando “jornalismo tradicional” x “blogueiros” (assim, cheio de aspas mesmo, pois é tudo muito relativo).

Saí de lá com vontade de fazer um post contando as minhas impressões a respeito do debate e do Campus Party em geral. Hoje de manhã cheguei a escrever um texto longo, mas apaguei pois achei que teria pouco a acrescentar face ao tanto de conteúdo que já está sendo produzido por aí. Olhei o BlueBus, passei no Flickr, no Radinho. Em todos lugares, lá estavam, impressões e mais impressões em todos os formatos e sobre o evento. Pensei, “pra que mais uma?”.Pergunta esta que tem me rondado nos últimos meses ou até anos e que me fez decidir por desvirtuar (ou virtuar) o conteúdo do post sobre o CP para outro caminho.

Eu que sempre gostei de escrever artigos, discutir e debater de forma pública, tenho andado muito calado (para o meu normal) e não sabia bem por quê. Mas ontem, na frente do debate entre “jornalistas” e “blogueiros” (olha aí novamente as aspas porque é tudo mesmo muito relativo) e conversando com o René entendi melhor o seguinte: hoje em dia tem tanta coisa sendo dita (escrita, gravada, desenhada…) que o resultado disso, a somatória, quando botamos tudo junto, acaba se transormando num grande… ruído. Sabe quando misturamos todas as cores e a tinta vira marrom? Sabe quando tá todo mundo falando ao mesmo tempo e precisamos gritar para ouvir o que o outro tem a dizer? Pois é.

Entendi que no debate “J x B” do Campus Party, a discussão era exatamente essa. O que estava sendo discutido no fundo não eram modelos de trabalho, formatos ou plataformas. A discussão ali se resumia a como conseguir falar ainda mais alto e ser ouvido (veículos tradicionais que ainda falam pra muita gente x blogueiros em busca de mais espaço e importância). E daí entendi que era esse mesmo o motivo da minha falta de disposição para escrever ou produzir ainda mais conteúdo para jogar no mundo. Como ser escutado se há tanto barulho? Como fazer para ser azul e não virar marrom na hora em que todas as tintas se misturam…É claro que muita gente escreve pelo simples prazer de escrever, pelo exercício, para seu grupo de amigos/leitores e isso é totalmente satisfatório e relevante para eles. Eu faço isso com fotografia… mas o fato é que (e podem me chamem de dinossauro ou saudosista) eu venho de uma época na internet onde pouca gente ou praticamente ninguém publicava e que, o que a gente dizia dava pra ser escutado mas principalmente aproveitado de alguma forma pelos outros (fosse em forma de debate, ou simplesmente com um conselho a ser seguido pelos mais novos ou inexperientes).

Eu me pegava dizendo durante o debate para o René. “Sabe o que eu quero hoje em dia? Quero é ir para a imprensa tradicional e me manifestar lá”. Não porque a imprensa tradicional seja melhor ou mais importante. Simplesmente porque ela ainda fala mais alto em termos quantitativos. Se destaca no ruído e na mistura das cores.Mas daí isso me levou a pensar: “mas só através da imprensa tradicional é que eu vou ser escutado?”. De forma nenhuma. Nem eu nem ninguém. Coloque uma mensagem realmente relevante (no mais amplo sentido do que é ser relevante) em qualquer canto da internet e ela tem o potencial para se viralizar e ecoar de forma impressionante pela da Rede, fazendo com que essa mensagem seja escutada da forma mais alta e para mais gente do que qualquer veículo tradicional de massa jamais poderá sonhar em alcançar.

Então chegamos ao ponto central: a mensagem precisar ser relevante para ser realmente seja escutada. Ser escutada não porque falou mais alto, porque estava na imprensa tradicional, mas porque era algo relevante. Escrever, criar, se manifestar, apenas e quando eu sentir que tenho alguma coisa realmente relevante para dizer e não simplesmente para jogar mais vermelho no marrom, ou mais vozes no barulho.

Em 1996 eu escrevia artigos praticamente sozinho na internet brasileira e era ouvido, acredito, porque tinha coisas relevantes pra dizer, mas no mínimo porque ninguém mais o falava. Em 2008, o Campus Party reuniu fisicamente mais de 3 mil pessoas e os blogs brasileiros já passam das centenas de milhares.Nunca tivemos tanto poder de publicação e ao mesmo tempo, nunca tivemos tanto ruído. Como fazer para ser relevante e dizer coisas que realmente vão ser escutadas e aproveitadas? Eu tenho preferido me manter em silêncio. Salvo quando eu acho que tenho alguma coisa realmente relevante pra dizer. :)

Update: acompanhem aqui pelo “blog reactions” outras ótimas e “relevantes” reflexões sobre este tema.

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59 comentários em “Quando a blogosfera vira ruído e a tinta vira marrom (ou rápidas reflexões sobre o Campus Party)

  1. Embora concorde com muito do que disse acima, a impressão que tive (sobre seu post) é que os blogueiros devem parar de discutir seu espaço porque, afinal, é muito relativo. Isso eu discordo, e me perdoe se houver me equivocado.
    Acredito sim que é possível uma grande mobilização independente da grande mídia (seja uma manifestação política ou simplesmente como forma de reação ao atual formato de jornalismo), e os blogs são parte disso.

    ps: Carnaval Geek acho que deveria ser chamado de Blogs Party.

  2. o que me intriga é: por que, de uma hora pra outra, a atitude da “vanguarda” passou a ser belicosa, excludente, rancorosa e umbigal? internet nunca tinha sido assim, internet desde os primordios era plural e tolerante. de onde saiu essa polarizaçao, essa radicalizacao e essa virulencia toda?
    vejo dois riscos ai’: esse povo “novo” (que me parece saido da decada de 60) nao vai conquistar coracoes e mentes de ninguem, porque assustam e discriminam. segundo risco: como nao se pode questionar esse discurso está sendo criada uma nova bolha, uma bolha de “credibilidade forçada”. ninguem pode questionar a midia social nem o discurso 2.0, e ninguem (fora eu, acho) alerta o tempo todo para os riscos envolvidos. meu medo e’ que a sociedade e empresas embarquem de olhos fechados nessa bolha, a bolha estoure e varios bebes vao pro ralo junto com a agua suja do banho.

  3. Michel,
    O que é ser ouvido?
    Ou… ser ouvido por quem???

    Pra mim o buraco é mais embaixo e tendo, por hora, a baixar a bola da “blogosfera”.
    Infelizmente.

    Não vejo problema de (falta de) relevância.
    Tem muita coisa relevante perdida pelos blogs e muita coisa irrelevante espalhada pela velha mídia.

    Derrepente não na nossa área.
    Estamos todos aqui… o tempo todo. Corremos atrás. Não somos passivos.
    Mas não passamos de uma grande panela.

    Procure outro assunto.
    Vamos sair dessa panela e pegar um assunto mais “plural” (e polêmico).

    Política por exemplo.
    Tem muita coisa relevante e diferente do publicado pela mídia tradicional perdida por aí.
    Praticamente todo o outro lado da moeda e… quem escuta?
    O que prevalece?

    Não sei…
    Mas a impressão que tenho é que quando o assunto sai do seu nicho… vc ainda fica pequeninho perto da mídia tradicional.
    E não bastar ser relevante… Infelizmente.

    Abraços

  4. Poisé Michel,

    Muita gente falando, tive a impressão que estavamos apenas humanizando quem antes era RSS.

    Eu usei o espaço do meu jeito, apenas ouvi, fiquei no conforto do meu anonimato. Queria muito mais prestar atenção do que a propria atenção.

    A experiência foi extremamente satisfatória. :) Não tinha como não ter ido.

    Grande Abraço.

  5. Não que eu me compare a ele, mas como disse Marcelo Tas no CP, 80% do que eu leio hoje são blogs, e mais, são deles que saem as informações mais relevantes e diferenciadas.

    Não sei se a cacofonia de informações é que é o problema, o que me incomoda mesmo é o jornalismo pasteurizado da grande mídia, muitas vezes, uma mera publicadora de releases.

    Não acho que nenhum blog tenha a pretensão de fazer jornalismo como se faz nas redações, é bobagem acreditar que isso é uma disputa. São linguagem diferentes e que algumas vezes se cruzam, e deveriam se cumprimentar, não se bater.

    Acredito que ainda vamos atingir um estado de maturidade da blogosfera brasileira, assim como acontece com os blogs gringos, e que são altamente relevantes e influenciadores até nas eleições presidenciais.

    Todo mundo pode e deve falar e opinar, não importa quantos outros milhões de blogs estejam falando. Cada um terá sua audiência e importância particulares. Duvidar disso é não querer enxergar, ignorar o quanto os blogs andam pautando a mídia, e no quanto os blogs oferecem informações que jornais jamais dariam/teriam espaço para publicar.

  6. Merigo,

    Acho q a questão aqui é menos o direito ou a importância e mais uma reflexão sobre o ‘escrever pelo escrever’ e, portanto, criar o ruído, virar marrom.

    :)

    Abs, M

  7. Muito oportuno, Michel! Resumiria como muita informação e pouca comunicação.
    Falta reflexão, falta sentido…
    Receio que esta ânsia de falar transforme a internet num grande gueto avesso a qualquer voz dissonante.
    De repente deu saudade do grande Tupi da Taba (http://tupidataba.blogspot.com/): “Se o ciberespaco é a ultima fronteira da humanidade, quem vai fazer o papel dos indios?”

  8. Michel, como minha história é completamente diferente da sua, percebo sua verdade sobre o fato da dispersão, que traz o ruído – e neste caso, acredito que ele existe para a maioria, mas vc cria uma relação de microcomunidades que conseguem ter tal interrelação e , aos poucos, o efeito daquilo que expõe muda sim o todo! Porém, ele não chega até vc!
    Mas a minha percepção como jornalista, com 12 anos de profissão e na busca incessante de me encaixar neste mundo conectado, jamais me trouxe essa verdade. O que o debate mostra para mim não é uma briga pela popularidade, ou quem vai falar mais alto – o que realmente é verdade – mas o desafio da velha indústria lidar com novo. Como ser imprensa diante dos blogs, enquanto o FECHAMENTO ainda é mandatório na dinâmica da redação? O poder de influência existe SIM em todos lugares, porém ele passa a ser disperso e não o vejo como ruído, mas bastante eficaz! Escreva sempre é muito bom te ler. a gente precisa te ouvir, a digestão demora, mas quando ela acontece, com certeza isso voltará pra vc em formato mercadológico. parabéns pelo texto!

  9. Michel, belíssimo post. Me parece que a questão da relevância tem sido levada tão à ponta de faca que vai se comoditizando; todos querem ser relevantes e produzir “conteúdo”, mas pensando em audiência, ego e pila. O que é o caminho inverso da popularização da ferramenta – que pressupõe um amador compartilhando, e não uma instituição (como um jornal) a ditar noticiosos. Mas acho que esse debate vem gerando boas reflexões, e, no fim das contas, todos os estratos tendem a sedimentar em seus nichos. Os gritos são mais altos à medida em que as pessoas estão mais confusas, ou não fazem idéia do que estão fazendo (a não ser o foco do “ganhe dinheiro escrevendo”, provavelmente).

    De resto, por mais que a paciência se esgote por tanto ruído sem relevância, o atual momento (da Comunicação) é fascinante de ser observado :)

  10. é como estourar uma bombinha no chão, querendo derrubar uma montanha.

    é como querer ser deus na terra de demônios.

    é como um monólogo entre duas pessoas de religiões diferentes.

    é como expressar toda sua veia artística num papel com tinta marrom, mas esconder o quadro dentro de uma vernissage de outro ser.

    mas a coisa está lá. de alguma maneira ela está lá.

    acho que é isso que ainda me motiva.

  11. O que deu a entender agora, foi que esse CP nada mais foi do que um jeito de Sedentários e Jacarés da vida, mostrassem a carinha.

  12. John,

    Eu acho que na verdade foi bem mais que isso… tomara que seja o primeiro de muitos e que estes encontros permitam que a gente continue refletindo e evoluindo. Eu acho que ele serviu pra muita coisa, mas no mínimo serviu pra fazer com que a gente voltasse a discutir. E de uma boa discussão sempre se aprende muito!

    Abs, M

  13. Excelente post Michel!!

    Não pude ir ao CP gostaria muito de ter ido mas esgotaram os ingressos, então vou fazer analise apenas do post do Michel.

    Hoje em dia realmente existe muitos ruídos, muitos blogueiros desmerecendo a classe, não tenho blog por falta de tempo, estudo, trabalho, cursos, free lance, não sobre tempo nem para enviar um e-mail as vezes.

    Bem vamos lá…

    Muitas pessoas escrevendo qualquer coisa… escrevendo coisas que não acrescenta nada no seu pessoal ou profissional….

    Apenas pelos cliques nos anúncios…

    Um cara como você Michel tem muita relevância nisso por que você é o cara que agrega conhecimento p/ nós leitores do “viu isso?”

    Todo o conteúdo de blog que vamos ver tem que ser “garimpado” temos que ir no endereço certo, por que sabemos que lá vamos achar conteudo relevante.

    Agora você escrever apenas aquilo que vai ser “O POST” não existe o por que….

    Todos os seus posts são excelentes, e de alguma forma acrescenta algo p/ nós.

    Sem eles sempre a mão… onde vamos procurar posts interessante? Sim existe muitos outros que são excelente! ex. Brainstorm9 do merigo…

    Acho que deve sim continuar postando…
    pode ter certeza que vai fazer o bem p/ muitos… vai colorir essa tinta marrom… você o merigo são alguns dos que fazem a diferença na blogosfera…

    Apenas o meu ver disso tudo!

    PARABÉNS PARA OS QUE FAZEM A DIFERENÇA!

    MEUS PÊSAMES PARA OS QUE QUEREM APENAS $$$, POIS UM DIA VÃO CAIR!

  14. São várias coisas confundidas – relevância, significado, ser ouvido, “garantias” de ser ouvido, everything is miscellaneous, cult of amateur.

    O espaço existe, não tem porque pleiteá-lo. Mas como o Alé falou, o território em que o espaço foi aberto já tinha dono, já tava dominado. Agora é só o começo da mudança natural desse espaço, e não imposta.

    Relevância conta. Responsabilidade, seriedade, mais fatos e menos opiniões também.

    Menos prozac e mais PVC. 8)

  15. Cada vez mais nessa disputa de quem fala mais alto entre “Jornalistas” e “Blogueiros” o leitor tem ficado de fora. É uma ingenuidade absurda, a cada debate, precisar provar uns aos outros sua importância. Quando a discussão pela qualidade da informação for mais importante do que o meio em que ela está publicada, as coisas irão melhorar. Ainda acredito que estamos evoluindo para isso…

  16. Michel, você LEU A MINHA MENTE.

    Há DIAS a palavra “relevância” não me saía da cabeça enquanto eu perambulava pela Campus Party.

    Você conseguiu descrever com uma precisão impressionante tudo o que eu, há alguns dias, tentava colocar num post em meu próprio blog. Me conte o segredo: isso é mediunidade ou você é algum mutante do Heroes? :)

    Virei seu fâ e leitor assíduo desde já. Um grande abraço.

  17. Acho que já ficou chato essa “briguinha” entre “J e B”
    Blogosfera ainda tem que tomar consciência do seu poder e do seu limite!

  18. Michel, teu post é pertinetíssimo. Não se trata de proibir blogs ou pedir que eles parem. Você propõe reflexão. Parabéns. É importante pensar, discutir, dar voz ao outro, em suma, escutar. E refletir. Taí gostei. Depois quero te entrevistar para uma matéria. E viva os blogs e viva essa discussão toda. E viva os jornalistas-blogueiros e os não blogueiros. Aliás, como disse o Tas, não existe mais mídia tradicional, não dá pra dizer que só jornal papel é mídia de massa. O UOL tem 5 milhões de visitantes diários. É de massa ou não é? Essa discussão promete evoluções.

  19. Excelente!!! Não te conhecia e o que vejo pela qualidade do que foi escrito eu andei perdendo bastante coisa.

    A idéia do ruido é perfeita e verdadeira. Mas acho que os bons textos são muito mais relevantes e contribuem bem menos para o ruido. Esses são azuis e não se mistura gerando essa cor marrom…

  20. Caro Michel,

    Nas redes a Relevância ou o Azul descrito por você é determinada pelo ouvinte ou leitor e não pelo que fala ou publica.

    As especificidade das redes promovem o Marrão ao converterem certos nós em Hub.

    A vantagem do Marrão é que cria um contraste com o Azul o que permite que distingamos o Azul.

    Também seria ruim que todo fosse Azul mesmo que eu adore aquela sensacional musica de Lulu Santos.

    Abraços,
    Pablo

  21. Michel, é legal a sua reflexão. Mas essa é a sua impressão, claro. E a minha foi que essa sua vontade de ser ouvido passa um pouco pela questão do ego, não? Algo que nós, jornalistas (me incluo nessa hall) cultiva com muito mais força do que a maioria das pessoas (hum, talvez não os advogados).
    A discussão na Campus Party foi ruim. E foi ruim porque faltou organização, preparo e tudo mais. Muito simbólica a cena dos blogueiros subindo ao palco com suas próprias cadeiras – talvez uma metáfora do que uma parte da blogosfera tente: se colocar no patamar da grande mídia, em termos de importância, não de função.
    Só que acho que foi bastante ruim por algumas opiniões bastante dispensáveis também, ou algumas colocações mais dispensáveis ainda – criticar o uso da wikipedia em um evento onde a palavra-chave foi colaboração foi um tiro no pé. Entendo o que ela talvez tenha tentado dizer – que a wikipedia não pode ser fonte única de informação -, mas não foi o que ela disse. Um professor meu na faculdade sempre repetia isso para nós: não importa o que você quis dizer. Só importa o que, de fato, você disse.
    Enfim, que pena que a organização perdeu a chance de promover um debate de verdade, e não essa segregação estúpida entre jornalistas e blogueiros, que não levou a nada.

  22. Esse debate já passou do ponto, hora de fazer alguma coisa, por algo em prática, lancei um desafio para a blogosfera que adora pegar no pé dos jornalistas, vamos ver o que sai de útil.

  23. Ainda que tardiamente, digo sobre o que o Michel escreveu: “Só os gênios olham o óbvio e dizem: Aí está o óbvio….” (d’après Nelson).

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