ViuIsso? Por Michel Lent

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Nelson Motta fala hoje em sua coluna no Estadão, sobre a facilidade de se produzir música hoje em dia e como o mundo está sendo inundado com porcaria, uma vez que ficou muito simples e barato se produzir este tipo de conteúdo depois da digitalização da informação e o barateamento das ferramentas de produção.

Eu acrescento que, se isso vale para a música, certamente se estende para outros tipos conteúdo como fotografia e vídeo, e mesmo textos (blogs), podcasts, etc. Trata-se da democratização das ferramentas de produção em um mundo digitalizado.

Mas se é verdade que o acesso popular às ferramentas produz muito lixo (e produz mesmo), também considero verdade que da quantidade vem a qualidade. Essa democratização permite tanto o aparecimento de novos talentos, que antes não tinham acesso ou não chegavam aos filtros de publicação (gravadoras, editoras, jornais, etc), quanto também permite o aprimoramento da técnica. Vamos usar o exemplo da fotografia: para se aprender a fotografar é necessária muita tentativa e erro e, há pouco mais de 10 anos, errar significava gastar filme e dinheiro. Hoje quem tem interesse na fotografia, erra a vontade com sua câmera digital praticamente sem custo nenhum.

Concordo com o genial Nelson Motta que pode haver pouco horizonte no mundo de novidades da música e o mesmo valeria para as outras mídias mas acho que, no momento em que popularizamos e democratizamos tanto estas ferramentas estamos abertos à probabilidade de que coisas geniais apareçam de onde menos esperamos, simplesmente por uma questão estatística: da quantidade vem a qualidade.

Assim acredito eu, com todo respeito, Seu Nelson. :)

Leia a coluna do Nelson Motta abaixo.

Nelson Motta e o fim da música