O homem mais poderoso do mundo da publicidade falou no Vale do Silício sobre sua previsões para os próximos anos. Ele faz previsões sobre o desenrolar da crise e como ela irá afetar os meios de comunicação. Aposta, por exemplo, numa recuperação de fôlego dos meios tradicionais que deverão baixar seus preços por causa da crise e voltarão a se tornar atraentes para anunciantes.
Pedro Doria estava lá e conta pra gente em sua coluna de hoje do Estadão o que Sir Martin tem a dizer. E o que nós precisamos ouvir.

Michel, “… recuperação de fôlego dos meios tradicionais que deverão baixar seus preços por causa da crise e voltarão a se tornar atraentes para anunciantes.”
Atraente para os anunciantes em valores, mas e a relevância/conteúdo para o consumidor? E a eficácia das campanhas “digitais”?
Pode ficar mais barato anunciar nos meios tradicionais, mas só acredito no sucesso disto se não utilizarem fórmulas já realizadas, pois as pessoas (consumidores) não deixarão de navegar para absorver mais comunicação/publicidade em meios tradicionais da mesma forma que é realizada hoje.
Injeção de 1 trilhões na economia? Isso é o que já se perdeu, e não acredito que seja injetando isso que va dar a volta por cima.
Com todos os seus superlativos (“Sir Martin é assim”), os negócios todos que juntou ao longo de vários anos não valem o que o Google juntou num pequeno espaço de tempo.
Querer não é poder. Sir Martin falou o que gostaria que acontecesse, claro. Mas ai mostrou que não passa de ótimo comerciante e péssimo visionário.
Uma pena, gostaria que tivéssemos um “homem mais poderoso do mundo publicitário” mais estimulante, como são os mais poderosos da indústria de tecnologia hoje.
Sir Martin representa o passado, é atraso, que venham os grandes líderes da publicidade do futuro, estejam eles na WPP, Interpublic, Google ou onde for.