Pix #31: A maldição da info-obesidade

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Aqui está meu artigo para a Pix #31 tratando daquilo que tem tirado o nosso sono e ocupado nosso tempo de forma nem sempre proveitosa. Aquilo que até a pouco não tinha um nome, mas agora tem: info-obesidade.

A maldição da info-obesidade. Meu artigo para a Pix #31

Transcrição:
“Eu juro que ouvi essa expressão em uma palestra, mas não consegui achar depois procurando no Google – e, você sabe, se não está no Google não existe. Então considero que o termo passa a estar cunhado agora, e junto com o termo vai a definição: Info-obesidade – s.f. Excesso de informação, consumida pelas infinitas formas de mídia disponíveis no mundo contemporâneo.

Quem seriam os info-obesos? Basicamente todos nós, habitantes do mundo digital contemporâneo, com acesso aos inúmeros canais de informação que agora temos à nossa disposição. A verdade é que consumimos in-fi-ni-ta-men-te mais informação do que conseguimos processar ou digerir. E isso não é necessariamente bom. Não causa impactos visíveis à nossa figura, mas afeta forte as nossas cabeças.

Nós, info-obesos, estamos cada vez mais saturados de informação e cada vez mais rasos de conhecimento. É sim, você ouviu isso na TV, naquele comercial do Estadão (e em outros com discurso parecido), mas é a pura verdade. À medida que vamos consumindo mais e mais informação não vamos necessariamente ganhando mais conhecimento. Veja se você reconhece a cena. É 1 da manhã e você está com o notebook no colo. A TV ligada no finalzinho do Jô, que você assiste por pura inércia. Uma janela com o Twitter, outra com o MSN Messenger, 8 tabs abertas no seu Firefox, o Facebook, o leitor de RSS e o e-mail em algum canto. Você está morto de cansado e sabe que precisa ir dormir, mas ainda não terminou de percorrer todos os feeds de informação que você possui. Portanto, não dá pra desligar. Nada mais é produtivo, mas você continua ali, post depois de post, feed depois de feed, consumindo mais informação e ficando mais info-obeso.

Cadê o tempo para se aprofundar? Um post com mais de 2 parágrafos? Um vídeo com mais de 3 minutos? Um artigo de 2 páginas? Uma revista? Livro, nem pensar? Nas únicas 24 horas do seu dia, que tal trocar um pouco das calorias das informações pela nutrição do conhecimento? :)”

Michel Lent Schwartzman é publicitário interativo, mesmo nas horas vagas.

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6 comentários em “Pix #31: A maldição da info-obesidade

  1. E o que a gente faz agora? Informados anônimos? Tem cura? Há duas semanas, entrei numa dieta e apaguei 200 feeds. Acho que não perdi nada. Às vezes consigo até dormir.

    Realmente é necessário deixar de pensar em informação nas horas vagas. Você vai mudar a sua tagline por causa disso?

  2. Acho que grande parte das pessoas passou ou passará por essa fase.

    Pois, há um ano eu me via nessa situação, um info-obeso-mórbido, ou seja, ia atrás de todo e qualquer tipo de informação relacionada a parte profissional e ainda queria dissecar mais futebol, lazer e humor.

    Uma avalanche.

    Entretanto, o foco era zero.

    Mas todo esse processo me ajudou em uma coisa, a tomar a decisão de qual nicho de informações deveria me aprofundar.

    Profissional? Publicidade, legal!
    Publicidade? Mídia & Planejamento.

    Em parte, pronto.

    Hoje, um ano após o início da minha dieta de informações, logo, tento manter o foco para não ter uma recaída ou um efeito sanfona.

    Talvez a palavra-chave seja bom senso com você mesmo com uma dose de organização, que, demais também influencia a info-obesidade, torna metódico, previsível e etc.

    O fato é que essa dieta dá resultado e ficamos conformados pelo dia ter apenas 24 horas.

    Abraços e parabéns pelo artigo.

  3. Qual seria a cura para a info obesidade? Não consumir mais informações? Aprofundar mais nas informações consumidas? Deixar os RSS de lado e viver a vida? Creio eu que esta info obesidade está só em seu início. O pior virá mais a frente. Essa é a internet interativa que conhecemos.

  4. Michel, concordo com tudo o que você colocou e me identifico como info obeso (doutor, isso é grave? rs rs) mas gosto de enxergar as coisas por um outro lado. Tem um vídeo de Clay Shirky em que ele diz “Não é Excesso de informação, mas falta de filtros”
    O que você acha desse outro ponto de vista?
    Ahh, segue o vídeo http://www.youtube.com/watch?v=LabqeJEOQyI
    abs
    ps; perdão, comentei no post errado…

Comentários fechados.