Não dá pra entender uma palavra, mas nem precisa. Nosso amigo aqui juntou o iPad com seus skills de mágico e montou alguns truques para levar para as ruas de Tókio, em frente à uma Apple Store.
E Ozzy Osbourne, está tão bem aos 61 anos de idade que conseguiu se passar por um boneco de cera dele mesmo no museu Madame Tussauds em Nova York e assusto pra burro quem passou por lá. A brincadeira foi totalmente dentro do ‘briefing’ para promover o novo álbum “Scream”. E a promoção está funcionando mesmo. O vídeo foi colocado no YouTube no dia 26 e já está com quase 500 mil views.
A Apple passou a Microsoft esta semana, em valor de mercado. Pode ser visto como uma constatação técnica financeira, ou como reflexo de uma mudança nos hábitos de consumo de tecnologia. É início o fim do PC como principal dispositivo de acesso à informação. Viva o novo mundo.
Apple bate Microsoft e se torna a maior de tecnologia
26/05/2010
O mercado tecnológico foi sacudido na quarta-feira (26) com a notícia de que a Apple superou a Microsoft em valor de mercado, tendo se tornado a número um do segmento. De acordo com a agência Reuters, as ações da empresa de Steve Jobs subiam 1% na Nasdaq cerca de uma hora antes do fechamento do pregão da Bolsa de Valores de Nova York, com seu valor de mercado a US$ 225,1 bilhões.
No período da ascensão da Apple, a rival viu suas ações declinarem em 2,2%, com valor de mercado em US$ 222,7 bilhões. Às 16h55 (de Brasília), as ações da Microsoft desceram mais 3,6%, enquanto as da Apple se mantinham estáveis.
A Apple se tornou a segunda maior companhia em valor de mercado, entre as que integram o índice Standard & Poor´s 500. A ponta ainda é do grupo de energia Exxon Mobil.
Revolução
Os resultados são um marco para Steve Jobs, que viu sua companhia quase falir na década de 1990, quando caiu no ostracismo. O valor das ações da Apple é hoje 10 vezes maior do que o praticado há uma década. Em 1997, a empresa chegou a aceitar um investimento de US% 150 milhões da própria Microsoft para se manter.
Mas, com o lançamento de produtos estilosos, como iPod, MacBook e iPhone, a companhia se recuperou com força. Já a Microsoft, cujo sistema operacional (Windows) está presente em 90% dos PC no mundo, não conseguiu atingir o mesmo crescimento, e viu as ações caírem 18% na última década.
Mudança cultural
Para o New York Times, o rápido crescimento da Apple frente ao declínio da rival também mostra uma alteração cultural, com o gosto dos consumidores sobreposto às necessidades dos negócios na conquista da liderança do mercado de tecnologia.
Por quase duas décadas a Microsoft dominou a relação entre consumidor e o PC, já que é detentora do pacote Office, o mais popular entre serviços de escritório. Porém, o NYT lembra que os teclados hoje deram lugar às telas sensíveis ao toque, e aos celulares inteligentes.
A WiReD, ícone da vanguarda tecnológica em formato de revista nos anos 90, chega tardiamente ao iPad (depois da Time e de muitas outras), mas vende 24 mil unidades de seu aplicativo no dia da estréia.
A primeira edição da WiReD para iPad é o que esperávamos. Funcionando nos mesmos moldes de outras revistas estreiaram antes, oferece interatividade em suas páginas, muito uso de vídeos e gráficos em movimento. A grande maioria dos anunciantes aproveitou o formado do iPad e colocou algum tipo de interatividade em suas peças. Uma boa parte usando vídeos, alguns com ‘mini-sites’ e outros ao menos com links externos. Impressionante notar como aqueles anunciantes que colocaram apenas uma imagem estática na revista interativa já se notam antiquados com relação aos demais.
A versão iPad da WiReD é bacana, mas dada o legado de vanguarda que sempre cercou a revista e o tempo que levou para o seu debut, eu esperava mais. Faltam ferramentas de compartilhamento de conteúdo, possbilidade de se voltar de jumps dentro das matérias que fazem você mudar de página e um tanto mais. De todas as formas, nada surpreendente o sucesso e a quantidade de unidades vendidas da WiReD em tão pouco tempo. Todos estavam esperando a sua chegada no mundo do iPad.
Independente da inovação (ou falta de, no caso da WiReD), uma coisa está muito clara para todos. Estes são os primeiros experimentos com um novo formato de conteúdo gráfico multimídia que veio pra ficar e é revolucionário.
Em uma das melhores fases de sua publicidade a Apple rodou a campanha “Get a Mac” toda baseada em filmes simplérrimos em que dois atores (I’m a Mac, I’m a PC) conversavam. Criada pela TBWA\Media Arts Lab em 2006, contou com os extraordinários John Hodgman como o PC e Justin Long representando o Mac, conseguindo simbolizar de forma hilária e muito sarcástica a ‘tensão’ entre os mundos (e usuários de Mac e PC).
O último comercial desta fase foi ao ar no ano passado e os filmes já deixaram saudades. Como despedida, o pessoal do podcast OneMoreThing fez uma coletânea de quase 4 minutos com os melhores momentos da campanha.
O iPad tem utilidades infinitas através de seus milhares de aplicativos disponíveis. Mas ele não é necessariamente cômodo de se usar em qualquer situação. Muitos acessórios estão disponíveis pra ajudar no apoio, leitura, proteção e tantas outras coisas. Mas o mais lowtech de todos pode ser o ‘killer’ acessório que faltava para o iPad: o velcro.
Através de uma API batizada de Google Font, esta semana o Google disponibilizou 18 fontes que podem ser utilizadas em páginas HTML e não dependem das fontes instaladas no sistema do usuário. São 18, mas isso é só começo. Se a coisa decolar, certamente virão inúmeras opções pela frente e com elas, o fim da ditadura das fontes de sistema nos sites, algo que desde o início do HTML até agora não havia sido bem resolvido e fazia com que webdesigners dependessem do uso de imagens recortadas ou interfaces em Flash para escapar da mesmice. E isso vai jogar álcool na briga contra o Flash encabeçada pela Apple.
E enquanto o mundo transborda em efeitos especiais, vejam este lindíssimo comercial feito todo com pessoas de verdade de diferentes partes do mundo, mostrando o poder da transformação da paisagem urbana através do uso de tintas coloridas.
Usando a técnica do time-lapse o filme mostra a fantástica transformação de áreas cinzas, na medida em que as paredes e construções vão ganhando cores.
O filme é parte do LetsColourProject para o fabricante de tintas Dulux (marca Coral no Brasil) e tem a mão (cabeça, braço e tudo mais) da nossa brasileiríssima e internacional Fernanda Romano, diretora de criação global para publicidade digital e de experiência da Euro RSCG.
Todo mundo já viu, mas não dava pra não postar aqui e ajudar mais um pouquinho a fixar esse filme na história da publicidade. Criação da Wieden + Kennedy, Amsterdam, dirigido pelo mexicano Alejandro Iñarritu.