ViuIsso? Por Michel Lent

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Esse precisa ficar para a posteridade. Genial! (via B9)

É o que mostra uma pesquisa realizada em Minneapolis, nos EUA, pela empresa Piper Jaffray. Segundo Gene Munster, o analista da empresa, a maioria dos 216 proprietários de smartphone pesquisados pretende comprar um iPhone, quando a nova versão, 5, sair. O gráfico não mostra em detalhes, mas quando pesquisado por tipo, 94% dos proprietários de iPhone disseram que pretendem trocar seu aparelho pelo iPhone mais novo, enquanto apenas 47% dos proprietários de Android se mostraram inclinados a manter a mesma plataforma na próxima troca. É certo que 216 pesquisados em Minneapolis não é exatamente uma base pra fazer extrapolações, mas será que podemos considerar como uma tendência?

A notícia é do Business Insider.

Antecipado por muitos, o anúncio da união da Nokia com a Microsoft para a briga pelo share de mercado dos dispositivos não chega a ser uma surpresa, mas será uma batalha dura de vencer para as duas gigantes. Isto porque, o futuro dos dispositivos está agora dependente do design e dos ecossistemas de desenvolvedores de aplicativos.

A nova guerra foi iniciada em janeiro de 2007 com o lançamento do primeiro iPhone e a criação do primeiro ecossistema funcional para desenvolvedores de aplicativos. O iPhone vendeu assustadoramente e ganhou o market share que ganhou não apenas pelo charme de Steve Jobs e a mágica de marketing da Apple. Ganhou pelo seu maravilhoso design, mas principalmente pela janela para um mundo virtualmente de possibilidades criado a partir da soma das possibilidades dos mundos dos apps. Use um app de medicina e o iPhone se torna um instrumento de trabalho. Coloque um set de efeitos digital e ele vira um equipamento de um guitarrista. Coloque um app de alfabetização e ele virá um poderoso instrumento de educação. A chegada do iPad, inaugurando de verdade o mercado dos tablets, só potencializou este universo de possibilidades.

Na mesma batida, chegou o Android com uma diferença profunda e fundamental: liberdade de hardware. No mundo Android, não existe a ditadura da Apple e você pode combinar um universo também fortíssimo de aplicativos com o hardware da sua preferência. Assim como a Microsoft fez nos anos 90. Mas os tempos são outros.

O avanço de iOS e Android pegou de frente tanto a Nokia, quanto a Microsoft e mudou suas realidades em menos de 5 anos.

A Microsoft, apesar de presente no mundo mobile desde os tempos do Pocket PC em 2000, não conseguiu seduzir o universo de desenvolvedores como fizeram a Apple e o Google.
A Nokia por sua vez sofreu duplamente. Apostando em seu OS e hardwares próprios, passou a enfrentar fogo pesado em todas as frentes. Não foi a única fabricante a enfrentar com esta nova configuração, mas sua perda de mercado foi certamente a mais emblemática, saindo de uma posição de liderança absoluta para uma crise sem precedentes. A plataforma está em chamas. O que faria a Nokia para se reinventar?
Hoje tivemos a resposta já antecipada por muitos: uma associação com a Microsoft, que por usa vez também luta para manter vivo sua plataforma Windows Mobile. O que resultará desta união?

A resposta se divide em duas.

Para a Microsoft tudo vai depender do quanto mais ela vai conseguir mobilizar o mercado de desenvolvedores independentes. Será que há como recuperar o terreno perdido? Há espaço para um terceiro ecossistema de aplicativos tão forte quanto iOS e Android? É possível que as empresas líderes em vendas como a Rovio efetivamente cheguem venham a adaptar seus apps também para Windows Mobile (como parece que será o caso de Angry Birds este ano), mas certamente não será o caso do ecossistema por completo. Os pequenos desenvolvedores vão precisar escolher suas plataformas e devem ficar com as mais fortes e sem a rica cauda longa de opções o sistema perde encanto.

Para a Nokia, tudo dependerá do design e do hardware. Utilizando um sistema operacional não proprietário e enfrentando concorrentes, caberá à gigante torcer muito para que o Windows Mobile efetivamente mobilize o mundo dos desenvolvedores e tirar da cartola os mais lindos e poderosos aparelhos que se puder imaginar, uma vez que ela estará agora rodando um sistema e dependendo de um universo de apps disponível também para outros concorrentes.

Esta deverá ser a dinâmica, não apenas para a Nokia, mas para todos os demais fabricantes de hardware existentes: apostar em uma das duas principais plataformas abertas (Android e Windows Mobile) e investimento pesado em design e hardware para conseguir o mais poderoso e econômico dispositivo que puderem fabricar.

Como fica a RIM/BlackBerry nesta equação? Apostando em hardware e OS próprios se vê numa configuração similar à da Nokia e deve vir a enfrentar problemas nos próximos anos, mas por hora se vê extremamente bem estabelecida dentro do mercado corporativo com seu foco no sistema de dados e serviços de email e já busca alternativas de flexibilização.

Assistindo a tudo isso de camarote, fica a Apple, que parece ter entendido ou mesmo inventado este modelo lá atrás e agora guarda seu fantástico espaço de mercado. Sofrerá com o avanço de Android e Windows Mobile? Certamente, mas já funciona dentro da dinâmica hardware, design e aplicativos necessária para brigar e garantiu um pedaço deste incrível mercado gigantesco que é mais do que suficiente pra deixar seus usuários, desenvolvedores e acionistas felizes.

Um estudo recente da Nielsen (Via Marcelo Albagli) aponta que os 3 principais sistemas operacionais para smartphones estão empatados nos EUA e a mudança aconteceu em menos de 6 meses. Em junho do ano passado, o cenário estava consolidado com a Blackberry RIM liderando (33.9%), Apple iOS em segundo (27.9%) e Android longe (15%). A participação da Apple pouco variou no período, mas o que chama a atenção é a perda de share da Blackberry e o impressionante crescimento do Android que já encosta nos líderes.

Esta tendência está muito clara quando olhamos o gráfico das aquisições de smartphones nos últimos 6 meses, divididas pelos sistemas operacionais. 40.8% dos dispositivos comprados foram com OS da Android, 26.9% da Apple e apenas 19.2% da Blackberry.

O movimento não chega a surpreender.

Primeiro, a perda da liderança da Blackberry, que liderou durante anos numa época em que a questão se resumia principalmente ao hardware e eles eram (na minha opinião ainda são) o melhor dispositivo para se escrever emails. Novos smartphones foram apresentados ao mercado por praticamente todos os fabricantes (HTC, Nokia, Samsung, Motorola, LG) sem impactar a liderança da RIM.

Depois o crescimento da Apple com o iPhone e seu design extraordinário que tirou da liderança pela primeira vez o Blackberry. O que causou isso? Força de marca da Apple? Design do iPhone? Não, nada disso. Foi o software. Não estamos falando aqui do Apple iOS, e sim do modelo rígido mas muito bem montado da Apple para fomentar um universo de desenvolvedores de aplicações que transformou o mercado de smartphones. Comprar um iPhone (além do status e da estética) passou a representar a entrada em um universo aberto e extraordinário de programas combinados com mobilidade, posicionamento, câmera, etc, dentro do qual, escrever emails continua sendo uma parte importante, mas não justifica a decisão pela compra de um aparelho isoladamente como era o caso quando o Blackberry apareceu.

Por último, o crescimento do Android. Totalmente calcado no modelo Apple, o Android oferece ótimas opções de hardware com um universo muito similar de opções de aplicações. Mas onde está sua força de crescimento tão rápido? Neste caso, no hardware. Android não é um sistema operacional exclusivo e seus compradores tem muito mais alternativas de hardware e preço podendo escolher entre mais fabricantes e valores, não ficando presos à uma única empresa e o que ela oferece, como é o caso da Apple/iPhone

Para onde segue o jogo? A tendência pra mim é clara. Android vai dominar o marketshare logo e assim permanecerá. A Apple não vai mais voltar a liderança. Afinal, Android e Apple iOS estão reencenando um história que conhecemos muito bem PC x Mac. Outra música, mas a letra é a mesma. Com direito ao mercado divido por um eterno grupo menor de fãs da Apple dizendo que o Android é apenas uma cópia mal feita e que legal mesmo é ter um Mac, digo, um iPhone, ou iPad ou iQualquer coisa.

É tudo de novo, dessa vez em versão pocket. :)

Mas há uma grande diferença. O market share menor da Apple no caso dos dispositivos móveis jamais vai ser a mesma pequena fatia do mercado de PCs. Pelo olhar de sistema operacional será sempre extremamente representativo e, olhado por fabricante de hardware, deve vai seguir na liderança do mercado por muito tempo.

Google Chrome OS x Apple iOS, é o Windows x Mac 20 anos depois

December 9, 2010 Tags: , , , , , , , Comments Off 1,836 views

A semelhança entre a recém-lançada Chrome Web Store do Google e a iTunes Store da Apple, não é mera coincidência. O visual dos tablets Android e Apple também não. Apesar de serem duas empresas com atuações em áreas muito diferentes (Google nas buscas, Apple no hardware), há sim uma grande área em comum onde a briga só está esquentando, num mundo onde o PC perde cada vez mais relevância frente aos dispositivos móveis (smartphones e tablets). Total revival de Windows x Mac lá pelos idos da década de 90.

Google Chrome Web Store

Apple iTunes Store

Windows 3.1 interface, início dos anos 90

Mac OS System 7, começo dos anos 90