Um pouco tardiamente, estou compartilhando a palestra que fiz sobre o meu projeto Apps4Kids no The App Date #10, realizado em 30 de outubro em São Paulo.
Continuando o que eu vinha argumentando no artigo “Getting down to business“, vemos este infográfico feito a partir de uma pesquisa da Apps-Promo.com sobre a realidade do sucesso financeiro das centenas de milhares de apps disponíveis na appstore. E a realidade é que apenas 12% dos desenvolvedores passam a barreira dos 50 mil dólares de receita e 59% dos apps não geram receita suficiente para pagar o seu desenvolvimento. Ainda assim, 41% se pagaram. Um número bastante bom. Mas e para realmente fazer dinheiro?
A dinâmica é simples. Com mais de 600 mil apps disponíveis (apenas na appstore do iTunes), conseguir se destacar na massa é algo muito desafiador. Além de um bom produto (app útil, boa interface e código, bem colocado em segmento pouco saturado), é preciso fazer que ele consiga chegar até as pessoas.
E para fazer chegar até as pessoas, não há nenhum grande segredo se não o ‘bom e velho’ marketing. Se preocupar com a comunicação do app trabalhando com bons screenshots e textos explicativos, presença em Facebook, página de apoio na Web, contato com sites de resenha, mas principalmente investimento em mídia.
Ainda segundo a pesquisa, os produtores dos apps que tiveram sucesso gastaram 14% do seu tempo e investiram 30 mil dólares em marketing.
O mercado pode ser novo, mas a dinâmica é a de sempre. Se você quer fazer seu produto chegar para as pessoas, dê atenção ao marketing e compre seu caminho até chegar a uma massa crítica básica de usuários. Depois disso, se o seu produto for bom, ele se encarrega do resto.
Fiquei fascinado com o Draw Something. O joguinho bacana. Joguei a beça nas últimas duas semanas. Mas depois de umas 200 rodadas com uns 20 amigos diferentes, comecei a cansar. É legal, mas uma hora cansa, tipo Imagem e Ação que a gente joga quando falta luz no sítio. Pois é, parece que o mesmo efeito está acontecendo com todo mundo que joga. Basta ver o gráfico de crescimento abaixo. Hum. É claro que no final o que vale é a equipe que fez o app e não o jogo em si, mas não deixa de ser má notícia pra Zynga que gastou 200 milhões de dólares comprando a empresa criadora do jogo, a OMGPOP. (Via Business Insider)
Vejam abaixo o incrível e completíssimo infográfico produzido pela Frugal Dad o fantástico nascimento e crescimento da “app economy” que, estima-se, já criou mais de 466 mil empregos, entre outras coisas. (Via Frugal Dad)
Aqui está a apresentação que fiz hoje no Social Media Week São Paulo, edição 2012. Na apresentação abordei o universo dos APPs, APIs, plataformas, ecossistemas e desafios no desenvolvimento de apps. Agradecimentos especiais à Bia Granja e toda a turma do #SMWSP pelo convite!
Acontece hoje no Cinépolis do Rio de Janeiro a pré-estréia mundial da nova animação de Carlos Saldanha (Era do Gelo) produzido pela 20th Century Fox. O brasileiro Saldanha homenageia seu país neste novo filme.
Como estratégia de lançamento, o marketing interativo da Fox fez um acordo inédito com a turma da Rovio para lançar um Angry Birds Rio, uma versão do jogo mais bem sucedido até hoje na AppStore (mais de 50 milhões de downloads), feita especialmente para o filme. Nada mais natural do que associar um filme cujo personagem principal é um pássaro com o app de pássaros mais famoso do mundo. Parece óbvio depois que já fizeram, assim são as boas idéias.
Pra quem achou que o aplicativo seria grátis por ser uma ação promocional, ache de novo. É pago, como todos os produtos licenciados de grandes filmes. Claro que há uma versão lite de graça e limitada, mas ele pode chegar a custar até USD 4.99 na versão Mac. A versão para iPad sai por US$ 2.99.
O app já está disponível em todos os formatos de app da Apple (Mac, iPhone/iPod e iPad).
Eu já comprei o meu app e nem vi o filme ainda (que dizem, está sensacional).
Tem aquela história do músico de rua español. O cara vivia de tocar na rua e receber ajuda de quem passava. Um dia ele resolveu inventar um app de música e lançar na AppStore. Vendeu 1 milhão deles.
A história é doce, mas não é mole. A maioria absoluta dos mais de 400 mil apps disponíveis na AppStore nunca chegou nem vai chegar perto deste número.
O infográfico (Instashift) abaixo não dá a receita do bolo, mas deixa a gente mais por dentro do maravilho business dos aplicativos para iOS. (Via BlueBus)
Apesar do Twitter ter desde sempre disponibilizado a API e incentivado o ecossistema de desenvolvedores para criarem seus aplicativos de acesso ao serviço, perder o acesso direto dos usuários pode não ser necessariamente uma boa estratégia. Qualquer mudança de rota ou implementação de nova funcionalidade numa situação onde uma boa parcela dos usuários acessa o serviço através de 3ºs pode não ser um movimento tão simples uma vez que passa a depender dos desenvolvedores adotarem novas funcionalidades.
Com isso claro, o Twitter vem investimento pesado em melhorias nas suas propriedades. A mais notável foi a recriação da interface Web, trazendo melhorias notáveis para o (já não tão) novo site.
Mas eles não pararam por aí. Lançaram suas versões oficiais de aplicativos para as principais plataformas (iPhone, iPad, Android), mas ainda faltava uma frente importante: os desktops dos computadores.
Apesar do site do Twitter estar muito bem feito, muita gente continuou usando aplicativos de 3ºs para acessar o serviço via desktop, já que olhar o site acaba ocupando muito espaço de tela e requer que você ao menos mude a tab do seu browser. Um TweetDeck pequeno ali no canto da tela que te mostra as novas mensagens em pop-ups Growl quando alguém faz um reply ou te manda uma DM.
O número de downloads é um bom indicador de performance de um app, mas depois que é baixado, ele é realmente usado? A empresa de software Localytics fez um estudo onde mostrou que mais de 1/4 dos apps depois de baixados só são abertos uma única vez. Ou seja, a pessoa abre, não gosta e nunca mais usa. E o percentual de apps usados uma única vez só tem aumentado, o que faz sentido, se levarmos em consideração que o número de apps disponíveis para as diversas plataformas já ultrapassou o meio milhão. (Via Mashable)
Fazer fotografias panorâmicas está cada vez mais simples, mas o resultado visual continual sensacional. O Panorama, app para iPhone te permite montar fotos de forma muito simples e com resultado excelente. Um dos principais problemas deste tipo de software costuma ser a ‘costura’ entre uma imagem e outra e o app dá conta disso muito bem. Pra quem curte fotos e paisagens é certamente um acessório bacana de se ter. O preço é um pouco ‘salgado’ comprado aos outros apps, mas se você pensar custa menos do que um suco e um sanduíche…