ViuIsso? Por Michel Lent

Notícias e comentários sobre o mundo da publicidade online e o mercado de internet.

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8,2 milhões de brasileiros visitaram o Facebook em julho deste ano. Um crescimento de 524% com relação ao mesmo mês no ano passado, segundo o ComScore. A rede social mais usada no Brasil continua a ser o Orkut com 28,9 milhões de brasileiros que acessaram o site no mesmo período. Mas o crescimento do Orkut foi de apenas 27%, o que indica que se o Facebook mantiver o mesmo ritmo de crescimento irá passar o Orkut em menos de 1 ano. E foi isso exatamente o que aconteceu na Índia, onde o Orkut era líder e foi passado este ano pelo Facebook.

No ranking dos maiores usuários de redes sociais do mundo, o Brasil está colocado em 5º lugar: 1º EUA; 2º China; 3º Alemanha e 4º Rússia. (Via Estadão)

Ainda no tema do que está acontecendo com a internet e o que está acontecendo com as nossas mentes expostas ao uso da rede por mais de uma década, vem este interessante artigo de Steve Lohr, colunista de tecnologia do New York Times, publicado no Estadão de hoje.

Lohr reflete sobre as recentes declarações de Chris Anderson e Michael Wolff na Wired Magazine de que a Web estaria morta uma vez que  navegamos menos e menos pela Web livre e cada vez mais fazemos uso de aplicativos e plataformas fechadas. Lohr  argumenta que o surgimento de novas mídias sempre modificou as anteriores mas não acabou com elas e que agora estaríamos vendo o mesmo fenômeno acontecer aqui.

No meu ponto de vista, o argumento de Nicholas Narr de que estaríamos ficando burros com a internet, e os de Anderson, Wolff e Lohr, na realidade são partes do mesmo contexto. A super-exposição de informação e possibilidades a qual estamos expostos está fazendo com que busquemos simplificar nossas opções de consumo de mídia e serviços e otimizar nosso tempo. Justamente porque estamos sobrecarregados e nos sentido burros, estamos caminhando para concentrar nossas atividades em grandes estruturas unificadas como Facebook, Twitter e aplicativos, tentando assim concentrar nosso tempo em um pouco menos de atividades ou menos interfaces e assim nos sentirmos menos perdidos e, quem sabe, menos burros. (A quantidade de ‘menos’ na frase é proposital. Falei sobre ‘Menos é Menos’ neste artigo para a Pix).

A discussão é interessantissima e ela parece estar basicamente começando.

Vale a pena ler o artigo de Steve Lohr publicado hoje no Estadão e reproduzido abaixo.

A Web está nos emburrecendo?

August 23, 2010 Tags: , , , , 3 comentários 6,427 views

Estamos todos atordoados com o overflow de informação e vivemos a Economia da Atenção: consequência da saturação dos meios e democratização das ferramentas de publicação. Crianças tomando remédio nas escolas porque não conseguem manter a atenção por períodos mínimos gerando problemas de comportamento: descompasso entre o método de ensino e os dias de hoje. Ecossistema midiático molda a maneira como programamos nosso cérebro o que explicaria a forma diferente de pensar das gerações: largamente documentado. Capacidade de ser multitarefa e se adaptar a tantas atividades paralelas: uma questão de tempo, algo que as novas gerações vão conseguir fazer.

Bem… não é exatamente assim que pensa Nicholas Carr e não é o que ele defende em seu novo livro, ‘The Shallows, What the Internet is Doing to our Brains‘, onde pondera que na realidade a internet está reprogramando nossos circuitos neurais de uma forma emburrecedora, efetivamente tirando a nossa capacidade de concentração por longos períodos e que, da forma que o conteúdo da Web está disposto (dividido entre tantos estímulos), estaríamos efetivamente nos emburrecendo enquanto humanidade.

A entrevista com ele publicada hoje no caderno Link do Estadão dá uma boa idéia da sua visão e do que ele pensa que esteja efetivamente acontecendo. Vejam que Carr não é um cara que pode ser considerado retrógrado ou reacionário. Ao contrário, ele é um consagrado autor de tecnologia e escreve sobre o assunto há anos.

Sem ainda ter lido o livro dele, os argumentos me parecem muito relevantes e acredito que ele está certo em boa parte do que diz, ao menos com relação ao que foi publicado nesta matéria (reproduzida abaixo).

Do caderno Negócios do Estadão de ontem, saiu este excelente perfil de Silvio Meira. Quem já conhece, conheça um pouco mais. Quem não conhece, leia atentamente e pesquise muito sobre este cara. Ele é O cara.

Se você tem até 30 anos, be proud, pois 1/5 da sua geração (Y) já chefia equipes pelo Brasil afora, segundo pesquisa da Hay Group. Se você não é, read on.

Considerada a geração ‘digital’ que já cresceu com computadores e internet à sua volta, sua chegada à vida adulta e ao comando nas corporações vem sendo aguardada com muita expectativa, esperando-se que seu modo de pensar e encarar o mundo, mude também as empresas e demais instituições. Bom, eles estão chegando ao poder. Será que virão mudanças?

Nosso colega Marco Gomes, da Boo-Box, ajuda a responder. :)

Veja a matéria sobre o assunto publicada hoje no Estadão.

Veja que interessante o infográfico montado pelo Estadão para comparar como as duas empresas se comportam na questão da privacidade do usuário.

A internet comercial .COM faz 25 anos hoje

March 15, 2010 Tags: , , Comente 1,278 views

15 de março de 1985 pode ser considerado o aniversário da internet comercial pois é a data em que o primeiro domínio .COM (criado para denominar justamente o endereço de empresas) foi registrado. O primeiro .COM pertenceu à fabricante de computadores americana Symbolics, mas logo em seguida, empresas como AT&T e IBM também registram seus endereços. O uso inicialmente era basicamente para a troca de emails. Anos mais tarde, em 1993, a internet dava outro passo importante com o início da expansão da Web. O resto da história, a gente conhece.

Veja a matéria publicada hoje no Estadão, reproduzida abaixo.

Nesta quarta-feira completaremos 10 anos passados do dia ‘E’, o dia em que a bolha da supervalorização das ações de internet da Nasdaq ‘explodiu’. Entre mortos e feridos, muitas empresas perdidas pelo caminho, mas os players daquela época estão praticamente todos salvos e com muito aprendizado. O Estadão publicou hoje uma matéria sobre o que foi esta época e o comparativo do que mudou de lá pra cá que vale a pena ler.

A Apple não lançou uma nova categoria de hardware, completou a base para sua estratégia de intermediar todos os tipos de conteúdo pago. A exemplo do que já havia feito com o iPod para a música, a AppleTV para as telas grandes e o iPhone para as telas pequenas, fecha agora o circuito com as telas médias, ideais para conteúdo gráfico e filmes.

A ambição seria combater a pirataria desenfreada da internet, criando uma alternativa de qualidade para aqueles que querem pagar pelo conteúdo que consomem. Não quer dizer que esta alternativa consiga ou pretenda acabar com a pirataria, mas certamente pode garantir um oasis de receita que permita aos produtores de conteúdo nos mais diferentes formatos continuar a produzir produtos de qualidade no futuro, tendo a Apple como sócia em todas as frentes.

Vale a pena ler o artigo do Pedro Dória no Estadão de hoje.

Afinal, como funciona o GPS?

January 18, 2010 Tags: , , , 2 comentários 1,580 views

Cada vez mais comuns nos nossos eletrônicos, os serviços de localização possibilitam um novo horizonte de serviços extraordinário. O Estadão de hoje traz no caderno Link uma extensa reportagem sobre isso e, com ela, este guia sobre como funcionam os sistemas de localização GPS (global positioning system) e de quebra o LBS (location-based services).