Nesta quarta-feira completaremos 10 anos passados do dia ‘E’, o dia em que a bolha da supervalorização das ações de internet da Nasdaq ‘explodiu’. Entre mortos e feridos, muitas empresas perdidas pelo caminho, mas os players daquela época estão praticamente todos salvos e com muito aprendizado. O Estadão publicou hoje uma matéria sobre o que foi esta época e o comparativo do que mudou de lá pra cá que vale a pena ler.

A Apple não lançou uma nova categoria de hardware, completou a base para sua estratégia de intermediar todos os tipos de conteúdo pago. A exemplo do que já havia feito com o iPod para a música, a AppleTV para as telas grandes e o iPhone para as telas pequenas, fecha agora o circuito com as telas médias, ideais para conteúdo gráfico e filmes.
A ambição seria combater a pirataria desenfreada da internet, criando uma alternativa de qualidade para aqueles que querem pagar pelo conteúdo que consomem. Não quer dizer que esta alternativa consiga ou pretenda acabar com a pirataria, mas certamente pode garantir um oasis de receita que permita aos produtores de conteúdo nos mais diferentes formatos continuar a produzir produtos de qualidade no futuro, tendo a Apple como sócia em todas as frentes.
Vale a pena ler o artigo do Pedro Dória no Estadão de hoje.

Cada vez mais comuns nos nossos eletrônicos, os serviços de localização possibilitam um novo horizonte de serviços extraordinário. O Estadão de hoje traz no caderno Link uma extensa reportagem sobre isso e, com ela, este guia sobre como funcionam os sistemas de localização GPS (global positioning system) e de quebra o LBS (location-based services).

550 milhões de dólares em 5 dias. Esta é a marca de Call of Duty: Modern Warfare 2, que está sendo considerado o maior lançamento da história do entretenimento – leia-se, qualquer produto de entretenimento seja ele um álbum de música, filme ou jogo. Que a indústria dos games já movimentava mais do que a do cinema era fato mais do que sabido, mas agora ela é também recordista em ‘openings’, os primeiros dias de arrecadação logo depois de um novo lançamento.

Veja a matéria completa no Estadão.
Um dos principais pensadores da era digital e um dos caras com os quais eu mais me identifico em termos conceituais, aqui está de novo Clay Shirky, desta vez com uma entrevista para o caderno Link do Estadão de hoje (9/11/9), a qual eu reproduzo abaixo.

Vale a pena ler o caderno Link do Estadão impresso de hoje (12/09/09). Falando sobre os ‘nativos digitais’, boas matérias da primeira à última página.

E segundo o Ibope Nielsen, eles têm razão. Apenas 8,45% dos usuários no Brasil tem entre 12 e 17 anos. Será que a ferramenta é desinteressante ou simplesmente esse grupo tem mais o que fazer?
Veja a matéria publicada no Estado de S. Paulo nesta última segunda.

A tecnologia PLC (Power Line Communications) utiliza a rede elétrica instalada para levar banda larga ao consumidor final. No caso do Brasil, 97% da população está conectada à rede. Mas não bastam os cabos para levar dados para as pessoas, é necessária a instalação dos roteadores pela malha e muitos apontam esse como sendo o grande fator dificultador para a implementação do serviço, o que me deixa cético com relação à uma explosão da sua oferta para os consumidores. Investimento por investimento também é possível se pensar em levar internet através de redes sem fio (rádio) para estas comunidades (TV a cabo e telefonia, por sua vez, estariam em desvantagem por demandarem um investimento muito maior) e vemos isso acontecendo de forma bastante moderada.
A grande vantagem da PLC sobre as demais estaria na realidade nas velocidades de acesso conseguidas por este tipo de conexão: 20 Mbp/s para começar a brincadeira, podendo chegar a 200 Mbp/s.
Leia a matéria publicada no Estadão de hoje sobre o assunto.

O homem mais poderoso do mundo da publicidade falou no Vale do Silício sobre sua previsões para os próximos anos. Ele faz previsões sobre o desenrolar da crise e como ela irá afetar os meios de comunicação. Aposta, por exemplo, numa recuperação de fôlego dos meios tradicionais que deverão baixar seus preços por causa da crise e voltarão a se tornar atraentes para anunciantes.
Pedro Doria estava lá e conta pra gente em sua coluna de hoje do Estadão o que Sir Martin tem a dizer. E o que nós precisamos ouvir.

Nelson Motta fala hoje em sua coluna no Estadão, sobre a facilidade de se produzir música hoje em dia e como o mundo está sendo inundado com porcaria, uma vez que ficou muito simples e barato se produzir este tipo de conteúdo depois da digitalização da informação e o barateamento das ferramentas de produção.
Eu acrescento que, se isso vale para a música, certamente se estende para outros tipos conteúdo como fotografia e vídeo, e mesmo textos (blogs), podcasts, etc. Trata-se da democratização das ferramentas de produção em um mundo digitalizado.
Mas se é verdade que o acesso popular às ferramentas produz muito lixo (e produz mesmo), também considero verdade que da quantidade vem a qualidade. Essa democratização permite tanto o aparecimento de novos talentos, que antes não tinham acesso ou não chegavam aos filtros de publicação (gravadoras, editoras, jornais, etc), quanto também permite o aprimoramento da técnica. Vamos usar o exemplo da fotografia: para se aprender a fotografar é necessária muita tentativa e erro e, há pouco mais de 10 anos, errar significava gastar filme e dinheiro. Hoje quem tem interesse na fotografia, erra a vontade com sua câmera digital praticamente sem custo nenhum.
Concordo com o genial Nelson Motta que pode haver pouco horizonte no mundo de novidades da música e o mesmo valeria para as outras mídias mas acho que, no momento em que popularizamos e democratizamos tanto estas ferramentas estamos abertos à probabilidade de que coisas geniais apareçam de onde menos esperamos, simplesmente por uma questão estatística: da quantidade vem a qualidade.
Assim acredito eu, com todo respeito, Seu Nelson.
Leia a coluna do Nelson Motta abaixo.
