.COM.BR com CPF

Quase passou despercebida por mim essa semana a notícia mais importante sobre internet brasileira dos últimos tempos: a partir de 1º de maio, os domínios .COM.BR poderão ser registrados por qualquer pessoa que possua um CPF, à semelhança do que acontece desde o início da internet nos Estados Unidos, onde qualquer pessoa pode registrar um domínio .COM. Antes o registro de domínios .COM.BR estava restrito a ser registrado por empresas brasileiras com Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) válido.

Apesar de um pouco tardia, a mudança promete aquecer e muito o mercado de domínios brasileiro.

Viva!

(Via Pedro Doria)

10Minutos recria marca, amplia equipe e ganha contas

Reportagem de Alexandre Lemos para o Meio&Mensagem desta semana.
Meio&Mensagem 31 de março de 2008

A 10MINUTOS AGORA É S.A.

Comemorando 4 meses da nova fase da agência, apresentamos nosso novo nome e nossa nova marca. A 10Minutos agora é S.A.

A retirada do “interactive” e o acréscimo do “S.A.” no nome da agência visou deixar clara a nova fase sem perder o legado histórico de mais de 10 anos que a marca 10Minutos carrega no mercado brasileiro. Mas para deixar evidente a mudança foi feito um rebranding total da identidade visual da agência, que irá se refletir em todo material de comunicação, passando por site, email até o cartão de visitas. A nova marca foi encomendada ao designer brasileiro radicado em Londres Daniel Vasconcelos, que também foi o responsável pela marca original da 10Minutos, criada em 2002.

Para mais informações você pode visitar nosso site www.10sa.com.br.

 O press release em PDF está aqui: : Download (476)
 Aqui está a nova marca em formato JPG: Download

iPhone já representa 49,7% do acesso móvel à internet no Brasil

iPhone no Brasil pela Vivo Vivo pretende trazer o aparelho para o país a partir de maio deste ano, ainda para os dias das mães. Segundo a Predicta o crescimento do uso do aparelho foi de 1.129% nos últimos 6 meses.

Veja as matérias na AdNews e na Folha Online.

(ps: caros amigos jornalistas, o correto é “cookie” e não “cook” como está nas matérias)

Inter-Meios: investimento em Internet dispara

Inter-Meios: investimento em Internet dispara

O projeto Inter-Meios, que monitora o investimento publicitário no mercado brasileiro, divulgado no Meio&Mensagem desta semana mostra uma disparada no crescimento do investimento publicitário em internet. Enquanto o mercado cresceu 9% na média geral, o meio Internet teve um crescimento de 45,7%, quase o dobro de Cinema que cresceu 23,1% no mesmo período.

Apesar do salto extraordinário, o meio Internet ainda continua mordendo uma fatia pequena do bolo publicitário brasileiro, cerca de 2,8%. Essa pequena fatia continua totalmente discrepante com o alcance do meio, levando-se em consideração que ele é 3º meio com mais alcance, só ficando atrás de TV e do rádio.

De todas as formas, se este vetor de crescimento se mantiver nos próximos anos, será real motivo pra comemoração.

(Via Meio&Mensagem - para assinantes)

Nossa blogosfera é pouco ambiciosa

Ainda sobre o assunto da relevância do que se produz na blogosfera brasileira hoje em dia, recomendo a leitura de mais um texto do Pedro Dória, a coluna “Navegar Impreciso” publicada hoje no caderno Link do Estadão. Como esta parte do conteúdo é fechada para assinantes tomei a liberdade de fazer um copy+paste no texto da coluna por julgar que ele é bastante relevante.

Nossa blogosfera é pouco ambiciosa
Pedro Doria*

Tem muito blog já no Brasil. Na semana passada, durante a Campus Party, chegou a circular pelos corredores do prédio da Bienal, no Ibirapuera, números fantásticos como este: 13,5% dos brasileiros online têm blogs. Desconhecendo os detalhes da pesquisa é difícil dizer se é certo. Mas a blogosfera brasileira é vasta. O que lhe falta é peso informativo.

Isso é curioso. Outros países têm muitos blogs, como nós. O Irã, a Arábia Saudita, a China, a França, a Inglaterra, os EUA - são países de todo tipo. Em todos, blogs fazem parte do cotidiano informativo dos internautas. Eles são uma fonte de informação imprescindível. Em alguns casos mais importante até do que a imprensa tradicional.

É coisa que se vê tanto nos nichos quanto nos assuntos de interesse geral. Veja-se o caso da comunidade gay iraniana (aquela que o presidente Mahmoud Ahmadinejad disse que não existe). É perigosíssimo ser gay no Irã. Não é comum que homossexuais sejam executados, mas ser preso é uma péssima idéia. É tortura certa. Mas eles se encontram, têm suas festas e a vida continua. Nesse ambiente, blogs são um dos instrumentos que facilitam a comunicação interna na comunidade. Ajudam na vida cotidiana. Informação tem esse valor: é ela que nos guia em nossos cotidianos.

Em grandes ditaduras, blogs são um importante instrumento de informação. Blogueiros, não à toa, são presos no Egito, na Arábia Saudita, na China - no próprio Irã.

Se blogs (ou a própria internet) tivessem surgido nos anos 1960, a nossa ditadura talvez não durasse tanto. Houve o tempo em que o brasileiro médio dava o maior valor para um instrumento assim poderoso de comunicação. Em 1968, quando a censura tomou de assalto as redações, blogs teriam condições de resistir. É fácil impedir que um, dois ou três jornais publiquem um determinado artigo. Jornal tem prédio e gráfica com endereços conhecidos. Mas, com tantos blogs em servidores espalhados pelo mundo, o controle total é impossível.

Os EUA são um grande exemplo de país democrático no qual blogs fazem parte ativa do diálogo nacional. Blogs são tão importantes que um blogueiro como Markos Moulitsas, do dailykos.com, é capaz de organizar um debate entre candidatos a presidente no qual todos consideram importante ir. Políticos sabem que boa parte dos eleitores se informam a respeito das eleições lendo blogs. Moulitsas jamais foi jornalista profissional, jamais passou por uma redação. Mas ele tem opiniões fortes e a habilidade de agregar uma comunidade de leitores e correspondentes. Além disso, ele pega o telefone e liga para um deputado quando quer informação. Moulitsas tem mais que opinião. Ele sabe o que está acontecendo nos corredores da política americana. E conta. Por isso, é lido.

Por que o Brasil não tem seu Markos Moulitsas? Nem todo blog precisa ser sobre política. Sequer precisam ser noticiosos. Blogs podem ser diários pessoais. Podem ser literários. Podem se limitar a um apanhado de opiniões. Mas surpreende que 13,5% dos brasileiros online tenham blogs e ninguém, fora jornalistas, ligue para um deputado e faça uma pergunta.

É particularmente grave que tenhamos uma blogosfera tão pouco ambiciosa. Que, em plena democracia, abra mão de ser tão importante quanto a imprensa tradicional. Talvez isso seja sintoma do desânimo que toma o país. Mas é uma lástima.

Isso vai mudar. Em 2010, teremos uma eleição presidencial aberta. Ninguém sabe quem serão os candidatos e dois ou três deles terão chances reais de se mudar para o Alvorada. Que se espere uma campanha disputada. Não importa onde estejam, os candidatos serão cercados por celulares, câmeras digitais, filmadoras. Tudo o que falarem irá para a rede - e nem tudo virá pelas mãos de gente como nós, profissionais da imprensa.

Quando eles perceberem que podem enfrentar os jornais se trabalharem duro atrás de informação, ninguém vai segurar os blogueiros.

*pedro.doria@grupoestado.com.br

Libertas que terás também

Fim de festa no Campus Party e ainda estamos tentando entender direito o que foi (o que esperamos ser) a primeira de muitas edições deste evento no País.

Certamente os espanhóis que já se encontram no Campus Party há mais de 10 anos devem ter uma visão diferente do evento da que nós temos mas, ao mesmo tempo, nosso jeito de olhar e socializar vai oferecer muito em troca.

Pra quem não teve a oportunidade de ir pessoalmente no evento e mesmo para aqueles que foram e não acabaram de entender direito do que participaram, recomendo a leitura do artigo de Pedro Dória publicado hoje no Estadão. Pedro é destas figuras raras em que o novo e o tradicional se encontram. Jornalista e “sócio-fundador” da internet pôde falar do evento com isenção e propriedade como poucos.

Link para o artigo de Pedro Dória no Jornal Estado de São Paulo. 

finalmente vou ao #cparty

“Bico na Internet
semana puxada até aqui, não consegui ir ainda ao campus party — o que pretendo fazer hoje de tarde e repetir amanhã. acompanhando um pouco pela cobertura mídia tradicional, na maioria dos casos, babaca e ignorante (nerdfest pra baixo) e por absolutamente todos os flickrs, blogs, live tvs, e principalmente twitters da vida.

confesso que estou com um certo friozinho na barriga ao pensar que vou ver essa quantidade de “colegas” juntos. e não tenho como não ficar recapitulando na cabeça o que era o mercado 12, 13 anos atrás. as primeiras páginas pessoais, as primeiras produtoras de internet (“biscate virtual”, chamou a Veja em 1997), listas de discussão, encontros… e ao mesmo tempo pensar que ainda não são nem 15 anos de estrada e que tanta coisa ainda vai acontecer daqui pra frente, de como estamos apenas no começo disso tudo.

vai ser no mínimo emocionante ir lá ver essa turma toda ao vivo hoje. :)

vou dando sinais pelo meu twitter pra quem estiver na pilha de encontrar.

RadarCultura 2.0 total

RadarCultura

Sensacional o RadarCultura sistema de participação e colaboração levantado pela Cultura para sua Rádio Cultura AM (que também pode e deve ser ouvida via internet). Projeto assinado pela Blaz onde os usuários participam, pedem, votam, rankeiam o que querem ouvir. Bye-bye SuperTramp.

www.radarcultura.com.br

Venda de PCs populares impulsiona internet discada

Está chegando ao fim os dias de internet elitista no Brasil. Com o crescimento das classes C e D podemos esperar muitas mudanças nos hábitos de utilização de internet do brasileiro e mesmo um retrocesso em determinados aspectos estatísticos quando analisada a população de usuários como um todo. Volta do crescimento da conexão discada e diminuição do tempo médio de permanência online, por exemplo.

Copy+Paste de matéria publicada no Estadão.

SÃO PAULO - Embora cresça em ritmo menor que a banda larga, a internet discada está longe de se tornar peça de museu no Brasil. O acesso à rede por linha telefônica continua em expansão, de acordo com provedoras desse tipo de conexão. Segundo o iG, que tem 4 milhões de internautas e é líder de mercado em acesso discado, o número de usuários vem aumentando desde 2006. De janeiro a outubro deste ano, só no Estado de São Paulo, o crescimento foi de 35%. Nas regiões Norte e Nordeste, o aumento foi de 39%.

Para o diretor de produtos e serviços do iG, André Molinari, a chegada de um novo público à internet - as classes C e D - é o principal motivo da expansão. “Com as taxas de juros e os preços dos computadores caindo, a população dessa faixa de renda está tendo a chance de entrar na rede.” Os preços dos computadores no varejo caíram até 15% nos últimos 12 meses, fazendo com que as vendas crescessem 23%, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica. “E a conexão discada acaba sendo a principal porta de entrada na internet”, diz Molinari.

No POP Internet, provedor gratuito do grupo de telefonia GVT, o número de usuários por conexão discada aumentou 20% desde 2005. “A internet discada continua crescendo, tanto nos grandes centros quanto no interior”, afirma o gerente de produtos da empresa, Yves Van Hemelryck. Segundo ele, isso é reflexo do aumento da inclusão digital no País, principalmente na baixa renda.

Além da entrada de novos internautas, o custo ainda pouco acessível da banda larga também explica o movimento. “Para quem usa 20, 30 minutos por dia, a internet discada é suficiente. Acaba ficando mais barata”, diz Hemelryck.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.