A caravana 12º EWD fechou com chave de ouro na cidade de São Paulo em um evento que contou com as palestras de Suzana Apelbaum, André Matarazzo, Luli Radfahrer e a minha para um auditório lotado com mais de 500 pessoas na Câmara Americana de Comércio (Amcham).
Foi uma experiência super gratificante ter participado em todas as capitais, com a oportunidade de conhecer de perto profissionais dos diferentes estados e entender melhor como anda o mercado digital brasileiro.
Está chegando ao fim os dias de internet elitista no Brasil. Com o crescimento das classes C e D podemos esperar muitas mudanças nos hábitos de utilização de internet do brasileiro e mesmo um retrocesso em determinados aspectos estatísticos quando analisada a população de usuários como um todo. Volta do crescimento da conexão discada e diminuição do tempo médio de permanência online, por exemplo.
SÃO PAULO - Embora cresça em ritmo menor que a banda larga, a internet discada está longe de se tornar peça de museu no Brasil. O acesso à rede por linha telefônica continua em expansão, de acordo com provedoras desse tipo de conexão. Segundo o iG, que tem 4 milhões de internautas e é líder de mercado em acesso discado, o número de usuários vem aumentando desde 2006. De janeiro a outubro deste ano, só no Estado de São Paulo, o crescimento foi de 35%. Nas regiões Norte e Nordeste, o aumento foi de 39%.
Para o diretor de produtos e serviços do iG, André Molinari, a chegada de um novo público à internet - as classes C e D - é o principal motivo da expansão. “Com as taxas de juros e os preços dos computadores caindo, a população dessa faixa de renda está tendo a chance de entrar na rede.” Os preços dos computadores no varejo caíram até 15% nos últimos 12 meses, fazendo com que as vendas crescessem 23%, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica. “E a conexão discada acaba sendo a principal porta de entrada na internet”, diz Molinari.
No POP Internet, provedor gratuito do grupo de telefonia GVT, o número de usuários por conexão discada aumentou 20% desde 2005. “A internet discada continua crescendo, tanto nos grandes centros quanto no interior”, afirma o gerente de produtos da empresa, Yves Van Hemelryck. Segundo ele, isso é reflexo do aumento da inclusão digital no País, principalmente na baixa renda.
Além da entrada de novos internautas, o custo ainda pouco acessível da banda larga também explica o movimento. “Para quem usa 20, 30 minutos por dia, a internet discada é suficiente. Acaba ficando mais barata”, diz Hemelryck.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Parcela de computadores portáteis no mercado brasileiro passou de 6 para 28% em 12 meses. Preços equiparados aos desktops, crédito fácil e a mudança do conceito de que o computador deve ser para uso pessoal e não mais um para toda a família impulsiona mercado, inclusive para as classes B e C, onde o computador é o item mais desejado para consumo.
Hoje abre em São Paulo e no Rio de Janeiro um dos lançamentos cinematográficos mais “vistos” do ano. “Tropa de Elite” chega aos cinemas antecipadamente com 140 cópias (chegará a 250 em todo o país) depois de já estar disponível há semanas no circuito pirata de downloads e DVDs, sendo vendido de costa a costa no Brasil e até no exterior. Segundo o FilmeB.com.br, mais de 1 milhão de cópias já teriam sido distribuídas, mas o número pode ser até 3 vezes maior.
Como a versão pirateada chegou nas mãos dos piratas é uma questão controversa. A versão oficial é a de pirataria mesmo, atribuída a um vazamento na companhia de subtitulagem. Mas há quem diga de que tudo não passa de uma jogada de marketing dos produtores para tentar estourar nas bilheterias.
O pensamento tem sua lógica. Levando em consideração que a bilheteria do cinema é parte impulsionada pelas campanhas de marketing, mas principalmente alavancada pelo boca-a-boca, “Tropa de Elite” já contaria neste momento com milhões de “agentes” de marketing. Quem viu o filme pirata diz que é muito bom e boa parte, inclusive, quer ver novamente no cinema. Se metade dos 3 milhões resolver ir ao cinema de novo e convencer pelo menos mais 2 pessoas, o filme já faria perto dos 5 milhões de espectadores.
A outra linha de pensamento leva a concluir que a pirataria esvaziará as salas de cinema e o filme vai ser um fracasso.
Se o filme fosse ruim, eu acreditaria na segunda opção. Mas como todos falam bem, minhas fichas estão em um sucesso extraordinário de bilheteria. E se o sucesso se confirmar, estaremos talvez frente a uma nova forma de se fazer marketing para filmes no cinema. Quantos novos filmes “vazarão” para o mercado pirata depois de “Tropa de Elite” ou serão mesmo oficialmente distribuídos para o mercado informal antes de seu lançamento? Exibir trechos dos filmes ainda em produção para o trade é uma prática comum nessa indústria. Será que isso vai se ampliar para o mercado consumidor via internet?
É um movimento arriscado, mas que pode se transformar em uma ótima estratégia, desde que o produto seja bom e as pessoas saiam recomendando antes mesmo do lançamento.
Terça-feira, quando forem divulgados os números do primeiro fim de semana, já teremos uma boa idéia.
Pra quem só ouviu falar até aqui do filme, aí está o trailer.
A viagem foi rápida mas muito proveitosa e a recepção em Fortaleza das mais calorosas. Na minha apresentação deu pra perceber a atenção da turma até o último minuto da palestra, já tarde da noite encerrando dois dias de muita informação. Foi um prazer colocar caras em nomes que eu já conhecia há muitos anos e conhecer pessoalmente outras figuras de mercado com a qual tenho o privilégio de conviver há anos.
Como de costume estou postando aqui a apresentação que, nesse caso, me parece que ficou um pouco mais leve e mais organizada com a edição que fiz para o Alternativa.
E vou aproveitar também para fazer alguns trackbacks para colegas blogueiros que estiveram presentes no evento e fizeram a gentileza de postar comentários sobre as apresentações:
Imagine que o BBB da TV Globo fosse se expandir para absolutamente todas as mídias que você possa imaginar. E, pior: tudo fosse substituído por conteúdo dessa natureza e nada mais pudesse restar que não fosse gerado por usuários. Esse é o tema do artigo do Caio Tulio dessa semana no Meio&Mensagem.
Olha aí, foi o Manoel Netto quem me avisou da iniciativa do Café.com Blog, encontros de mercado entre empresas e blogueiros. O lance é se encontrar em carne e osso e discutir temas relevantes para o mercado. As vagas para os encontros são limitadas mas, se você bloga e quer participar, vale a pena correr lá e se inscrever.
Salve galera, estamos com uma oportunidade de trabalho na área de atendimento da 10′Minutos., em São Paulo, SP. Interessados, por favor, enviar email para eu@10minutos.com.br
A formação em Marketing Digital é uma necessidade cada vez mais real dentro das empresas e mesmo dentro das agências. Saber usar as ferramentas digitais para planejar suas estratégias de comunicação é essencial para qualquer profissional que deseja estar atualizado e ser competitivo.
Até bem pouco tempo, a única forma de aprender isso era “na marra”. Pois agora, as pessoas de Rio e São Paulo já contam com cursos oferecidos por duas das principais instituições especializadas em formação para o mercado de comunicação digital.
No Rio, a Infnet oferece o curso “Formação em Marketing Digital: Estratégias e práticas de sucesso no ambiente digital”, com 80 horas/aula.
Em Sampa, quem oferece curso no mesmo segmento é a Jump Education, que oferece o curso certificado em “Planejamento de Marketing Digital”, programa desenhado para executivos e profissionais que buscam aprimoramento nos conhecimentos do marketing digital, com um total de 60 horas/aula.
Parabéns às duas instituições por oferecerem este tipo de formação. O mercado agradece.