Vale a pena ler a análise de Dora Kramer publicada hoje em sua coluna no Estadão (e reproduzida abaixo) sobre o resultado das urnas. Independente do que diziam as pesquisas, as urnas falaram e mostraram que mais de 20 milhões de pessoas escolheram uma terceira via, a de Marina. A escolha não reflete necessariamente uma convicção pelo verde, nem pelas propostas da candidata do PV, mas claramente uma insatisfação com os caminhos representados por Dilma e Serra. Agora a questão é saber com quem estes eleitores irão seguir e isso é o que vai decidir o(a) novo(a) presidente do Brasil.
A capa de hoje do jornal O Dia traz uma montagem interessante com as fotos de Dilma e Serra indicando a disputa que será travada a partir de agora para o segundo turno das eleições para presidente no país e destaca a influência que Marina teve em tirar votos de Dilma e prorrogar o resultado das eleições. Com quem votarão os eleitores de Marina é a questão decisiva que irá eleger Dilma ou Serra. Independente do resultado, a montagem garante uma coisa: nenhum dos dois se elege em concurso de beleza… (Via BlueBus)
A compra de espaços pagos em portais e sites não foi liberada, mas a utilização de redes sociais e as contribuições de campanha feitas com cartão de crédito sim. O texto ainda pode sofrer modificações e precisa ser aprovado pelo Senado.
Cedo ou tarde a campanha vai chegar na Web, e parece que vai ser ano que vem. Esperem todo tipo de mal uso, spam, posts forjados em blogs, sites de relacionamento e Twitter. Mas é um avanço importante. Em algum momento saberemos usar corretamente a Web como ferramenta eleitoral e política, o que é fundamental para amadurecermos e promovermos o debate. Isto é um grande avanço para o amadurecimento político do País e a arena para se promover o debate e buscarmos informação é a internet.
Não podemos ser um país tão avançado em uso de internet e manter a mesma esquema político de 50 anos atrás. Esta mudança começa com a chegada da corrida eleitoral na Web.
Foram liberadas pela sua equipe não com exclusividade para uma ‘Life Magazine’ da vida, como teria feito qualquer outro candidato da história até aqui, mas sim no Flickr usando uma licença do Creative Commons (da mesma forma como fez durante toda sua campanha).
Definitivamente estamos vendo a mudança de página da história acontecer na nossa frente. Independente do que o Obama conseguir como presidente, a mudança na forma de se usar a comunicação está concretizada.
A edição impressa do New York Times no dia seguinte da vitória de Obama estava valendo mais de 75 dólares ou horas de fila para se comprar uma. E as ‘capas’ dos sites, como essa do Wall Street Journal, quanto valeriam?
Quem não teve a oportunidade de assistir a este momento histórico ao vivo, aqui está a íntegra do discurso da vitória do 44º presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Vale a pena ver.
Este foi o texto que eu recebi, por email (por estar registrado no site da campanha de Obama) poucos minutos antes dele fazer seu discurso de vitória. E mostra, realmente, como isso aconteceu. Com o uso inteligente das ferramentas de comunicação contemporâneas, onde a internet é a peça chave, fundamental.
Friend –
I’m about to head to Grant Park to talk to everyone gathered there, but I wanted to write to you first.
We just made history.
And I don’t want you to forget how we did it.
You made history every single day during this campaign — every day you knocked on doors, made a donation, or talked to your family, friends, and neighbors about why you believe it’s time for change.
I want to thank all of you who gave your time, talent, and passion to this campaign.
We have a lot of work to do to get our country back on track, and I’ll be in touch soon about what comes next.
Foram 30 minutos de break, com um custo estimado de U$ 6 MM (eu achei barato) e broadcast em 3 grandes redes logo antes da final do campeonato de baseball. Até a hora do jogo foi alterada para acomodar a inserção.
Meu único comentário é que o Rio teve mais de 20% de abstenção e o Gabeira perdeu por menos de 50 mil votos. A turma que mora fora da cidade e não teve condições de ir votar, fez diferença. Mas fez diferença mesmo aquela galera que estava na cidade e não apareceu. Meio Maracanã ou um pedacinho de praia lotada num domingo teriam virado o jogo.