Quando falamos em mídia player, tocador de música e vídeo, que aparelho nos vem à cabeça? O iPod. As pessoas preferem iPod a outros tocadores de mídia. iPod virou sinônimo de categoria. Quando o iPad surgiu, assim como no lançamento do iPod, o mercado de concorrentes se movimentou e alternativas apareceram. A questão que ficou foi: as pessoas vão preferir ter um iPad dentre todos os outros tablets, assim como aconteceu com o iPod?
Bem apontado pelo Merigo no Brainstorm #9, a coisa mais importante anunciada hoje não foi o lançamento do iPad 2, mas um vídeo que mostra o que este tablet conseguiu realizar em menos de um ano de mercado. É claro que o vídeo é uma ode ao iPad e à Apple, mas o que ele aponta é o quão poderosa é o impacto que os tablets já estão causando nas nossas vidas. Talvez a mais poderosa das revoluções tecnológicas até hoje: a soma de hardware e sistema operacional absolutamente simples de se usar, com um universo infinito de aplicações e utilidades trazidas para nós pela força do ecossistema de desenvolvedores.
Senhoras e senhores, sejam bem-vindos ao ano 1 do iPad e dos tablets.
Por que ir trabalhar em mobile depois de tantos anos trabalhando com a Web? Qual o sentido disso? É algo que há 1 ano atrás realmente poderia soar estranho, mas depois do surgimento do iPad (primeiro tablet de venda expressiva) passou a ser fácil de responder. O tablet é o elo de ligação de todas as mídias digitais. Num mundo de ecossistemas e das interface touch, as plataformas estão mais integradas do que nunca e o que importa agora é essencialmente aquilo que é relevante para o usuário.
Abaixo está a apresentação que fiz hoje de manhã no VII Mobile Breakfast da Pontomobi, falando um pouco sobre isso.
De forma evolutiva, os computadores portáteis (laptops, notebooks e netbooks), vem ganhando mês a mês mais mercado dos desktops. Quantas pessoas você conhece que não tem mais desktop em casa e usam apenas um laptop? Mas após o anúncio do lançamento do iPad, as vendas de notebooks nos EUA despencaram de forma impressionante, como demonstra o gráfico abaixo.
Os números são parte de um estudo da Focus que tenta prever como se comportará o mercado de computadores nos próximos 5 anos e quanto espaço os tablets irão ocupar nesta nova configuração. Eles apostam em 23% de market share. Eu aposto em mais de 50%, mas com uma condição: os tablets não irão substituir outros computadores. Teremos outra relação com este tipo de equipamento, na maioria dos casos tendo um computador E um tablet, usando o primeiro para trabalho e o segundo puramente para lazer e comunicação. E você? Pensa como? (Via Debora Schach no BlueBus)
Veja o infográfico completo da Focus sobre o futuro do mercado de computadores.
No fuzuê já tradicional que a Apple cria, mostrando produtos que só serão vendidos meses a frente, e seguindo o mesmo caminho do New York Times, a WiReD também anuncia sua versão digital para leitores tipo tablet. Revistas digitais não são novidade e já existem há bastante tempo na Web. Mas agora começamos a entrar numa fase onde elas terão uma hardware mais apropriado para sua leitura e manuseio.
Nesta linha a WiReD fez parceria com ninguém menos do que a maior especialista em motion e graphics do mundo, a Adobe (a despeito dos iPads não rodarem o Adobe Flash diretamente como plugin – dá para exportar a partir do Flash para iPhones e para iPads). Sendo a mais iconográfica publicação do mundo da inovação digital, certamente era de se esperar que a WiReD estivesse pronta para esta nova fase do mundo e ela correspondeu. Veja a demonstração no vídeo abaixo.
Os tablets são a próxima grande revolução? Acredito que sejam uma pequena grande revolução.
Não me parece que serão a revolução que foram os tocadores de música ou os smartphones, uma vez que os tablets aparecem com uma função bastante direcionada ao conteúdo editorial gráfico — aquilo que ainda chamamos de mídia impressa, mas que em breve pode deixar de ser parcial, ou totalmente impressa em alguns casos.
Não acredito que serão substitutos de todos os livros e revistas, mas certamente irão acabar com muitos livros e revistas — aqueles onde a experiência com o objeto físico não seja tão relevante e onde as vantagens das interfaces interativas seja significativa.
Vamos continuar comprando revistas e principalmente livros pelo objeto em si, seu acabamento, tamanho, peso, textura. Mas certamente vamos querer ver publicações como a WiReD com a sua mesma qualidade visual em interfaces que permitam interações, movimento, multimidia.