ViuIsso? Por Michel Lent

Notícias do mercado de internet, publicidade interativa, e comunicação em geral.

A internet, 10 anos depois – infográfico

August 24, 2012 Tags: , , 2 comentários 4,967 views

Que a internet vem crescendo exponencialmente ano após ano, todos sabemos. Mas é muito bacana quando podemos ver um comparativo de como era e como está a internet hoje em dia. Este infográfico da Bested Sites mostra um pouco da evolução da rede nos últimos 10 anos. (Via ProXXIma)


Continuando o que eu vinha argumentando no artigo “Getting down to business“, vemos este infográfico feito a partir de uma pesquisa da Apps-Promo.com sobre a realidade do sucesso financeiro das centenas de milhares de apps disponíveis na appstore. E a realidade é que apenas 12% dos desenvolvedores passam a barreira dos 50 mil dólares de receita e 59% dos apps não geram receita suficiente para pagar o seu desenvolvimento. Ainda assim, 41% se pagaram. Um número bastante bom. Mas e para realmente fazer dinheiro?

A dinâmica é simples. Com mais de 600 mil apps disponíveis (apenas na appstore do iTunes), conseguir se destacar na massa é algo muito desafiador. Além de um bom produto (app útil, boa interface e código, bem colocado em segmento pouco saturado), é preciso fazer que ele consiga chegar até as pessoas.

E para fazer chegar até as pessoas, não há nenhum grande segredo se não o ‘bom e velho’ marketing. Se preocupar com a comunicação do app trabalhando com bons screenshots e textos explicativos, presença em Facebook, página de apoio na Web, contato com sites de resenha, mas principalmente investimento em mídia.

Ainda segundo a pesquisa, os produtores dos apps que tiveram sucesso gastaram 14% do seu tempo e investiram 30 mil dólares em marketing.

O mercado pode ser novo, mas a dinâmica é a de sempre. Se você quer fazer seu produto chegar para as pessoas, dê atenção ao marketing e compre seu caminho até chegar a uma massa crítica básica de usuários. Depois disso, se o seu produto for bom, ele se encarrega do resto.


(Via Terence Reis)

“Getting Down to Business” (artigo)

August 15, 2012 Tags: 3 comentários 2,159 views

“Getting Down to Business”
A nova era de startups é muito animadora, mas o desafio da monetização continua imenso.

Michel Lent Schwartzman – Agosto de 2012.

O sucesso astronômico do Angry Birds, a venda do Instagram por USD 1 bi para o Facebook e mais uma série de ‘histórias de sucesso’ que imprensa tem noticiado nos últimos meses trouxe de volta um frenesi inegável para o mercado de tecnologia.

A história não chega a ser inédita. Quem já estava por aqui em 1999 se lembra das loucuras que rondavam o então mercado .COM, onde qualquer empresa de tecnologia ganhava investimentos fartos e pagava salários absurdos em busca do sonhado IPO e da chance de fazer milionários

Muita gente se beneficiou nesta ciranda que era então, basicamente financeira. Porque apesar de toda a promessa do incrível mundo que a tecnologia podia fazer, havia verdadeiramente pouca massa crítica de usuários de internet naquela época, 360 milhões de usuários em todo o mundo, sendo que pouco mais de 5 mihões no Brasil e o número de empreendimentos de internet acabava sendo completamente desproporcional aos usuários disponíveis.

Doze anos depois a realidade é completamente diferente. Mais de 1/3 da população mundial já acessa a internet através de computadores, 1 bilhão em uma única rede social (Facebook), mais de 90 milhões de usuários de internet no Brasil, e quando incluímos nesta conta os usuários de telefone celular que começam a acessar a internet através de seus dispositivos móveis, chegamos a números verdadeiramente astronômicos.

É verdade. Hoje é possível se construir um serviço digital e ter ele acessado rapidamente por milhões de usuários em todo o mundo. Algo que você cria em sua casa com um grupo de amigos, pode ter uma popularidade astronômica.

Escolhi a palavra ‘popularidade’ de propósito.

Num mundo com bilhões de usuários de internet, ter algo popular, se você for parar para pensar, é algo até bastante simples de acontecer. Inventar algo que é popular é muito bacana e recompensador do ponto de vista pessoal, mas a popularidade em nada garante seu sucesso financeiro.

Os modelos de receita baseados em publicidade se mostraram insustentáveis. Se o New York Times tem dificuldade em viabilizar sua operação online com publicidade, é sinal de que o modelo apresenta problemas e a reposta para isso é simples: as propriedades digitais em busca de publicidade aumentaram exponencialmente nos últimos anos enquanto o número de grandes anunciantes permaneceu o mesmo, ou diminuiu (face as consolidações das empresas).

E ter o sucesso financeiro, não baseado em publicidade, de um Instagram ou de um Angry Birds, não tem nada de simples.

A Rovio, empresa que criou o Angry Birds, já existia há mais de 10 anos e havia lançado 52 jogos antes de acertar a mão com os pássaros zangados. E o Instagram estava no lugar e na hora certa na negociação financeira feita com o Facebook.

Mérito da Rovio e do Instagram? Sem dúvida. A questão é que para cada caso de sucesso há dezenas de milhares de outros casos de fracasso.

Muitos fracassos podem ser atribuídos a falta de sorte. Sim, por mais que você se esforce e faça seu trabalho, a sorte é ainda assim um fator importante em todo caso de sucesso.

Mas a grande maioria dos casos de fracasso, nada tem a ver com a sorte. Tem a ver simplesmente com a falta de definição clara do modelo de negócios que não seja baseado em publicidade.

A pessoa tem a idéia e a idéia pode ser até bem popular e ganhar milhões de usuários, mas acha que vai ganhar dinheiro com propaganda. A receita de publicidade pode até ser suficiente para um indivíduo sozinho, mas dificilmente irá sustentar uma empresa. Portanto, se não houver outro modelo de receita e de negócios claro, basicamente estamos falando de algo que está fadado a se tornar insustentável a longo prazo.

Ao longo dos últimos anos tive o privilégio de receber dezenas de empreendedores iniciando suas startups com idéias muito bacanas, mas a pergunta que sempre fazia na mesa depois de assistir ao ‘pitch’ inicial era: “OK, mas como é que isso vai dar dinheiro?” e quando a resposta era “Com publicidade”, sempre acabávamos voltando para a estaca zero.

Se você está no momento de empreender, aproveite a boa onda e o bom momento. Suas chances de sucesso são sim imensas, desde que você não deixe de ‘get down to business’ definindo modelos de negócio sustentáveis, logo no primeiro momento.

Fuçando as minhas gavetas virtuais achei esse artigo meu de 1998. Se você trocar algumas palavras do texto por termos de hoje em dia, é incrível, mas o assunto parece mais vivo do que nunca. :)

Bar e restaurante web site: como cobrar pelo seu trabalho na Internet
Todo mundo que trabalha com produção de websites já se deparou com o mesmo dilema: Como cobrar? Por número de páginas? Por imagens scanneadas? Por gifs e applets? Pelo projeto todo?Por tabela pré-definida? Veja aqui algumas regras que podem ajudar você a montar o preço na hora de cobrar pelo seu trabalho.

1998.04.22 :: Michel Lent Schwartzman

Como a mídia é relativamente nova e o mercado muito recente, podemos dizer que ainda não existe uma cultura relacionada a este problema, mas já existe um relativo consenso e gente dando boas soluções. Aos poucos, os profissionais de mídias interativas estão se reunindo e decisões já vêm sendo tomadas. Neste sentido, já está em fase de oficialização em São Paulo o Promit (Associação Nacional de Profissionais de Mídias Interativas); seguramente uma das iniciativas que a associação vai tomar será em relação à uniformização do formato de cobrança.

Enquanto seu lobo não vem, vamos às formas de cobrança mais usadas.

Um site é como uma casa
Arquitetura de informação e arquitetura tradicional têm mais em comum do que nossa vã filosofia desconfia. Um projeto de website pode e deve ser encarado como um projeto de construção civil. Dependendo do tamanho do terreno, da necessidade do cliente e do quanto ele quer gastar, teremos um projeto diferente. Pode ser um projeto mais sofisticado e menor, mais extenso e mais simples. Por aí vai.

Sempre que possível INSISTA com seu cliente para que ele lhe dê uma idéia de seu orçamento. Mesmo os que dizem que não sabem SEMPRE têm uma idéia. Se o cliente relutar, use a tática do 8 ou 80: pergunte se ele quer gastar R$ 80 mil e em seguida pergunte se ele quer gastar R$ 8 mil. Seguramente você sairá com uma estimativa.

Com sua estimativa na mão, projete seu site como um todo: objetivo principal, tecnologia e pessoal envolvido, tempo e preço de cada parte, gastos com material, equipamento, viagens etc. Procure fazer o MELHOR com a quantia que seu cliente deseja dispor.

Em seguida apresente o projeto da maneira mais detalhada possível, como um arquiteto mostra a planta de uma casa. Crie exemplos navegáveis, faça pranchas de apresentação impressa, tente dar a noção para o seu cliente do que ele vai ganhar em troca do que está gastando.

Sites como pratos de um restaurante
Mas e se o cliente não te diz o quanto quer gastar? Ou pior, se seu cliente não tem idéia do que quer? Por favor, dar preços relativos ao custo das imagens, GIFs, páginas ou qualquer outra parte do processo é muito confuso! Se o cliente perguntar pelo preço de um produto pronto e receber como resposta um monte de preços soltos, será o mesmo que adentrar um restaurante querendo comida e o maitre lhe dizer:

“- O senhor quer comida? Pois não. Cobramos R$ 3,50 para cortar um pedaço de carne, R$ 4,50 pelas 250g de filé, R$ 2,25 pelas 400 gramas de batata, R$ 0,50 para cortá-las em formato palito, R$ 1,50 por 250 ml de óleo vegetal e R$ 0,15 pelo gáz utilizado na atividade.”

Seria mais fácil dizer que o filé com fritas custa R$ 12,40.

Como num restaurante, o ideal é se partir para a técnica do cardápio e mostrar exemplos de websites como quem mostra a relação dos pratos. Isto é importante para que o cliente tenha a chance de descobrir sozinho algumas das possibilidades do que a Internet pode fazer por seu negócio e tomar uma decisão baseada em disponibilidade e objetivos.

Procure desenvolver alguns modelos básicos e bem diferentes de projetos de sites. Um site de portfólio para designers, um institucional para empresas, um para lojas virtuais e por aí vai. Pré-determine tudo que estes modelos terão e afixe um preço para cada um. Por mais trabalhoso que isso possa parecer, você vai estar fazendo o mesmo que um dia algum dono de restaurante já fez. Ou quem sabe, de forma ainda mais eficaz, dar uma de MacDonald’s e deixar seu cliente ligar pedindo:

Uma promoção número 4, por favor.

Os 5 anos de vida do iPhone – infografico

June 29, 2012 Tags: , , 1 comentário 2,344 views

Há exatos 5 anos, em 29 de junho de 2007, e após anos de ansiosa espera por parte de seus fãs, era lançado por Steve Jobs na California, o computador de bolso que iria mudar a história dos dispositivos móveis, o aguardadíssimo iPhone. A história deste aparelhinho mágico que até hoje segue como líder de vendas foi sintetizada neste infográfico. (Via BlueBus)

Sabe essa sensação de ir dormir sem ter conseguido ver ou fazer nada do que você gostaria de ter visto e feito? Esse gráfico mostra bem que sua angústia não é infundada.

Este vídeo foi apresentado ontem no keynote de Tim Cook no WWDC, o encontro mundial de desenvolvedores da Apple, e nos ajuda a entender e perceber que momento fantástico estamos vivendo e como a tecnologia hoje é capaz de nos ajudar e transformar vidas. Preparem-se para as lágrimas. :)

 

A minha apresentação sobre o ‘jogo’ dos apps está agora disponível em inglês no SlideShare.

Understanding the app game

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A brasileira Riot traduziu e criou um infográfico baseado em informações riquíssimas da empresa de monitoramento e ferramentas de social media Social Bakers. Vale a leitura do infográfico e principalmente a visita ao site da Social Bakers para ver uma série de rankings das principais redes e países do mundo. (Via MMOnline)

A nação Instagram – infográfico

May 8, 2012 Comente 2,823 views

Tudo o que você queria perguntar sobre o Instagram e tinha preguiça de procurar, colocado agora num infográfico criado pelo Online Colleges. (Via ProXXIma)